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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Na profissão que escolhi o que vale realmente a pena são os agradecimentos, os resultados finais de alguns, as amizades feitas e as marcas que deixamos nas pessoas. Ninguém escolhe ser PROFESSOR se não for um dom muito forte e seguro em seu coração. Ser professor é muito mais que dar aulas, é sentir-se feliz por estar ali; é entrar em uma sala e esquecer os problemas de ontem; olhar para um aluno lhe sorrindo e sentir-se feliz por isso.Aquele que não sente isso, no máximo se consegue estar professor e esse com certeza não marcará as vidas de ninguém.


Hoje tive uma surpresa muito agradável que fez meu dia ficar mais feliz. FUI HOMENAGEADA pelo terceiro ano do Colégio Evandro Ayres de Moura. Muito mais que presentinhos banais eles me deram a alegria de ouvir que marquei suas vidas, que lhes ajudei a crescer, que eles podem contar comigo e se sentem feliz por me ter como professora deles. É isso que vale realmente a pena. É isso que faz com a alma não se torne pequena. É isso queme faz, mesmo passando noites acordada, domingos sem folgas, feriados sem saídas, não desistir dessa profissão.

domingo, 12 de outubro de 2008

A gente nunca sabe o porquê dos sentimentos. Eles são meio loucos, vão e vem, brincam conosco. Uns são graves, outros idiotas, mas eles existem e nos transformam. Fazem com que a gente mude, fazem com que vejamos as coisas dos mais variados ângulos. Às vezes até nos destroem e lá vamos nós outra vez para a tal reconstrução.
Quando se é pequena e caminha-se no labirinto de nossas casas, formado por milhares de bibelôs e enfeites, ouvindo a mãe dizer: “Olha o vaso, é de louça, menina. Vê se não quebra.” Você acha tudo aquilo muito bobo, não entende, não vê realmente qual a gravidade da coisa. É um vaso, se quebrar – uma vez que é quebrável – conserta-se, cola-se os pedaços. Mas não entendemos que o vasinho jamais será o mesmo. Passamos por ele e sem a menor intenção batemos a ponta do dedo na borda fazendo-o cair. A mãe havia avisado, mas foi sem querer. Mesmo sem querer, ocorreu. Ao colarmos ele fica marcado. Continuará enfeitando a sala, a mãe continuará gostando do vaso como antes, ou até mais, pois agora ele é frágil, já está colado.
Mas ele é um vasinho quebrado. Cheio de marcas. São linhas tão finas, algumas até imperceptíveis, porém são linhas. Essas marcas impedirão que a mãe mostre com orgulho o objeto. Assim é a amizade. Um vasinho de louça. É preciso cuidar dele antes que ele quebre. Não deixá-lo cair. Estando ele quebrado, lá vamos nós para tal reconstrução. Colamos os cacos com muito cuidado e com dor no coração por estar fazendo aquilo, nosso amor é o mesmo, mas as marcas estão lá e de lá não sairão.
Se me perguntassem em que isso influencia e qual a gravidade dessas marcas, eu não saberia responder. Nunca sabemos o que está no recôndito da alma. Nunca sabemos o porquê dos sentimentos, eles vão e vem, eles marcam e mudam nossa maneira de ver o mundo.
Eu ainda estou me acostumando ao meu novo visual.







A diversão foi garantida e como não podia deixar de ser, milhares de fotos.



O segundo dia estava mais calmo, porém tão bom quanto o primeiro.
Aí embaixo na Garagem da Boa, um dos melhores locais do evento.










terça-feira, 7 de outubro de 2008
Por que é tão difícil falar de felicidade?
Falar de tristeza é fácil. Conseguimos escrever maravilhas, palavras bonitas, poemas, textos poéticos, mas quando se pede para escrever sobre felicidade a coisa pega. Por quê???
Considero-me uma pessoa feliz, mas não sei explicar esse sentimento. É uma coisa que se instala gostoso, de leve, calma, talvez por isso seja tão difícil falar.
Não é aquilo que angustia, que perturba, fica a ponto de sair, mas o que tranquilaza, fica guardado, adormecido dentro de mim.
Felicidade é estar bem.
Felicidade é não ter vontade de chorar.
Não necessariamente precisaríamos rir. O simples fato de não fazermos nada é felicidade.
A tristeza dá muito trabalho.
Precisamos chorar, andar de um lado para o outro, precisamos sofrer, mas a feleicidade é simples.
Basta-a a ela própria.
Sou FELIZ!!!
Economize tempo e esforço, seja feliz também!



Como é difícil ter caráter...
Dizer que tem caráter e desenvolver palestras retóricas sobre caráter, qualquer um faz, mas na hora do ‘vamos ver’, no momento de demonstrar isso com ações concretas que, muitas vezes, anulam nossos sonhos e ansiedades a coisa pega.
Não pensem que sou a pessoa de caráter mais ilibado por estar falando assim. Não sou. Já fui mal caráter algumas vezes na vida e é exatamente por isso que sei o quanto é difícil agir de determinada forma para ter caráter, para ser correta. Acontece que somos fracos. Sabemos que é errado, mas resolvemos naquele momento escolher por nós mesmas. Eu explico:
Imagine aí uma mulher que tem como vazio o espaço emocional. É bem sucedida. Trabalha, passeia, viaja, tem amigos, tem família acolhedora e lá está o enorme vazio,um espaço em branco em meio ao vermelho vivo pulsante do coração.
...
E a vida que não é boba nem nada e, que, muitas vezes, é nossa inimiga, traz o príncipe encantado montado no cavalo branco e tudo. Perfeição, completude. De repente todos os seus sonhos são realizados.
Palavras doce, atenção, mimos, viagens juntos, mensagens, ligações no meio da noite só para dizer que está com saudade, jantares, oferecimentos de música, ligações em datas especiais, tudo que uma mulher sonha, tudo quase perfeito. Ops!!! Quase!? Aparece um quase logo agora, bem no momento que você está sonhando! Mas essa é toda a questão. Você abdicaria de tudo isso por caráter???
— Sim, claro. O importante não é viver, mas viver com retidão.
—Não, de jeito nenhum. Demorei tanto para ter tudo isso e as pessoas não fariam o mesmo por mim, então por que exatamente eu tenho que desistir do meu sonho?
A decisão pesa. Você pára um instante e tenta balancear as coisas. Não importa quão difícil seja. Não importa se achamos que a felicidade só bate uma vez em nossa porta. Temos que ser fortes, vencer as dificuldades com hombridade. Decidir. Temos que ver se queremos tudo isso pela metade. Precisamos conseguir discernir a verdade da ilusão, o fato da possibilidade dele. Até porque sabemos exatamente o que é certo. E a prova de que sabemos é que quando acontece algo com os outros, a gente faz questão de dizer como aquele alguém tem que agir, mas quando é conosco, ficamos enfeitando, arranjando desculpa, nos dando mil motivos para não bloquear e excluir o carinha do MSN e do Orkut.
De que adianta nos mortificarmos? De que adianta querermos sozinhas? Ele, mesmo que não pareça, não era nosso, não estava ao nosso lado, não queria o que queríamos. Vimos além do que se sente, Sentimos além do que se vê. E estávamos enganadas. Sim, redondamente enganas.
—Mas por que ele ligava? Por que dizer tantas coisas?
—Eu sei, eu sentia, não estava louca. Eu via em seus olhos.
Se via, estava vendo errado, estava vendo além que se sente. Não era.
O negócio é assumir que aquilo tão maravilhoso que vivemos acabou e foi bom. Assumir que a vida nos ofereceu a chance de viver um amor, de sentir o melhor que há para ser sentido. E agradecer porque podemos contar algo de glorioso. Deixa de se lamentar, de chorar, e ir viver... Viver com retidão, sem magoar ninguém, sem magoar a si mesma.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Lendo hoje um texto de Drummond, que falava das mais diversas coisas que o povo faz e leva a fama, e comparando minha vida com a de algumas pessoas conhecidas, percebo e concordo quando o autor diz que o povo tem toda a culpa de tudo que acontece.
Que disparidade! Enquanto uns morrem de trabalhar e ao fim do mês recebem seu mínimo salário e se desesperam pelos gastos extras que aparecem; outros cantam e regem sua vida nos quintais de casa, aos gritos, pela sessão da tarde que começou na TV.
_ Ah, que droga, perdi a minha novela!
Que importância, hein? Vai ver essa criatura deixará de comer amanhã porque a “sua” novela passou sem que ela assistisse.
Até que ponto é justo um mundo como esse? Até que ponto essas pessoas que têm como única preocupação a novela do meio-dia e a traição do marido são mais felizes que um trabalhador que leva para casa seus afazeres ou suas preocupações com a bolsa que caiu, com as crianças que não aprenderam, com os objetos de trabalho que sumiram, com os negócios que vão mal?
Afinal, o que é qualidade de vida? Qua-li-da-de – de - vi-da! Que expressão bonita! Merece ser repetida pelo menos duas vezes ao dia. Qualidade de vida que, muitas vezes, não se tem. Muitas vezes, nem se sabe o que é.
Sei não, me revolto mesmo quando me vejo trabalhar e muitas vezes me preocupar enquanto as pessoas só têm a mísera novela. A vidinha pequena de ver TV durante o dia todo, medir seu tempo pela programação do canal A ou B e morrer de rir de todas as bobagens que a grandiosa TV dissemina no mundo.
Tenha santa paciência, povo do mundo.
Ser povo é também procurar o melhor, é deixar de ser alienado diante dos fatos. É refletir e fazer coisas que edifiquem os cidadãos. Procurar ajudar a quem precisa de alguma forma. Ser ativo. Sair do nada. Ser alguém, ser um alguém específico. Deixar de fazer nada, de rir de sua própria ignorância. Arregaçar as mangas e lutar. Lutar para sair da mesmice, da rudeza.
Enquanto o aclamado povo não perceber a vida, a vida não os perceberá e de nada eles não passarão.
domingo, 5 de outubro de 2008
O que tenho a dizer-te é simples.
Simples como somos uma com a outra,
Talvez transparente,
Talvez efêmero, como tudo na vida,
Mas o que tenho a dizer-te
É tudo,
É sincero,

Ao fim das coisas, o que fica é a amizade,
Passam amores,
Passam dores,
Passam vidas,
Ardores,
Problemas,
Paixões.
E o que permanece somos nós.

Firmes,
Fortes,
Amigas.

O que tenho a dizer-te é simples
E faz-se completo, complexo
Somos AMIGAS!!!
E cabe nessa palavra tudo que queria dizer-te.

Graças a ti, tenho
Razão para sorrir, para não me desesperar.
Amiga sincera, companheira.
Zoeira necessária para esquecer os fatos da vida.
Inigualável em sua essência.

Assim és tu.
Assim te vejo.
E agradeço por tudo...
Por ser quem és.