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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Tudo que faço, tudo que vivo
É por ti, é por teu amor
Tudo que sou, tudo que sinto
É por ti, que não me vê.
Meus dias perdem a graça
Se você não está neles
meus sonhos se apagam
Se a luz de teus, não os iluminam.
É por ti, meu amado
que o brilho brota em meus olhos
e o sorriso surge em meus lábios
É por ti, que não me vê.
Guardo ainda a tecitura de tua pele.
Sinto-a em meus dedos que tocaram teu corpo de leve.
É por ti, é por teu amor
Que caminho entre o verde da esperança.
Guardo em meu coração as palavras ouvidas.
Guardo-o como um todo
porque és meu.
Se estás em mim, és meu!
E assim tão perto e tão distante...
E assim tão concreto e abstrato
Guardo-o antiteticamente
nesse paradoxal amor que tenho.
É por ti, é por teu amor
Tudo que sou, tudo que sinto
É por ti, que não me vê.
Meus dias perdem a graça
Se você não está neles
meus sonhos se apagam
Se a luz de teus, não os iluminam.
É por ti, meu amado
que o brilho brota em meus olhos
e o sorriso surge em meus lábios
É por ti, que não me vê.
Guardo ainda a tecitura de tua pele.
Sinto-a em meus dedos que tocaram teu corpo de leve.
É por ti, é por teu amor
Que caminho entre o verde da esperança.
Guardo em meu coração as palavras ouvidas.
Guardo-o como um todo
porque és meu.
Se estás em mim, és meu!
E assim tão perto e tão distante...
E assim tão concreto e abstrato
Guardo-o antiteticamente
nesse paradoxal amor que tenho.
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domingo, 26 de outubro de 2008
Ainda há quem reclame da vida
Pois eu, com sinceridade digo:
SOU FELIZ!!!
Meus amigos me fazem completa.
Pois eu, com sinceridade digo:
SOU FELIZ!!!
Meus amigos me fazem completa.
Esse fim de semana fui ao Morro Branco com alguns amigos e vi, finalmente, que nada vale a pena se a alma está pequena. Expandi minh'alma, porque ela é grandiosa em si. Ampliei meus horizontes, pois vi que não estou só. Tenho a meu lado pessoas maravilhosas e que merecem meu sorriso nos lábios todo o tempo.
Galera reunida, pronta para começar a bagunça!
sábado, 25 de outubro de 2008
Não consigo fazer nada,
Não consigo ser sem você.
Esquecer?
Já tentei várias vezes,
de várias formas.
E o que me vem é uma vontade, sem razão, de ti.
Vontade incontrolável de vê-lo.
Ao longe, que fosse. Vê-lo.
Concretizar em mim o fim.
Fazer-me acreditar que acabou.
Que não começou,
Que não houve.
Mas não consigo fazer nada,
Não consigo ser sem você.
Prendo-me em sonhos
Devaneios mentirosos, irreais.
Choro.
Não consigo fazer nada,
Não consigo ser sem você.
E a cada dia a minha dor cicatriza.
A minha dor se aprofunda,
É como um barco encalhado,
Não consigo ser sem você.
Eu sei que se aproxima o grande dia.
O dia que meu peito se partirá ao meio
Dia em que meu amor dilacerar-se-á.
Dia de tua morte.
É por isso que sofro assim.
Porque sem você não consigo ser.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Ela era assim, um dia ria, aproveitava a vida como podia, mas de uma hora para outra começava a pensar nos seus sonhos frustrados e aí já se viu. A vida não lhe oferecia muito, mas dava-lhe o bastante para não ser uma pessoa triste. No entanto, vez por outra, momentos nostálgicos e de verdadeira tristeza rondavam seu ser. E a partir de um momento epifânico, questões metafísicas começaram a se desenvolver em seus confusos pensamentos.
Existem coisas que nunca devemos perguntar, muitas vezes não estamos preparadas para ouvir a resposta; outras, não estamos preparadas para o que se desencadeará em nós com essa resposta. E pior, sabemos a resposta, perguntamos para nos machucar. Mas ela achou que nada poderia acontecer, já que ela tinha certeza absoluta que não era apaixonada por ele. Não queria aquele homem que estava ali com ela. Aquele homem era apenas para momentos excepcionais, especiais sim, mas não o queria verdadeiramente para si.
Achando-se pronta, lançou a pergunta:
“Você ama sua noiva?”
“Isso não é coisa que se pergunte uma hora dessas, além do mais eu sei como funciona cabeça de mulher, vocês dizem que não se zangam até conseguir a resposta, mas logo em seguida estão aborrecidas conosco. Não devo responder.”
“Não, pode responder. Somos apenas amigos e eu não me zango”
“Sim, amo.”
E realmente ela não se zangou, não ficou triste, pelo contrário, achou tudo aquilo muito lindo. Viu nos olhos dele uma verdade pura e convenceu-se que existe amor. Convenceu-se ainda que existem diferentes tipos de amor, diferentes quereres. Ficou feliz. Estava ali na sua frente a prova que existia amor de verdade. O que ela não esperava era que aquelas palavras que foram ditas tão carinhosamente despertassem nela o desejo de ser amada como aquela noiva.
Não queria ser amada por aquele homem, mas por outro, também noivo, do outro lado da cidade. Esse, nem lembra que ela existia. Está feliz, com medo de arriscar casar-se, mas convicto de que fará a coisa certa. É aí que reside toda sua tristeza.
Ela nada podia fazer, somente sentia em seus dias o desejo de esquecê-lo. Quanto mais ela pedia para esquecê-lo, mais ela lembrava que poderia ser ela que agora estaria preparando-se para ser feliz pelo resto de sua vida.
Lágrimas desciam de seus olhos. Era incontrolável o que sentia. Era puro. Não havia como contê-las. Elas representavam o suor de uma alma inconformada e ferida por um amor que não se concretizou. Um amor que precisava ser esquecido, mas que não a deixava apesar de todo esforço.
Caminhou até a janela, olhou o céu azul, um azul especial. Lá embaixo, os carros passavam apressados, iam e vinham na avenida da frente. Sentiu ainda um frio na barriga, mas percebeu, entendeu, naquele momento, que nada poderia resolver sua dor. Entendeu que o telefone não tocaria mais, que sua vida precisava de uma guinada, de uma mudança. Entendeu que ela precisava de uma Pasárgada e naquele instante lançou-se do décimo andar para um lugar melhor, um lugar sem dor.
Existem coisas que nunca devemos perguntar, muitas vezes não estamos preparadas para ouvir a resposta; outras, não estamos preparadas para o que se desencadeará em nós com essa resposta. E pior, sabemos a resposta, perguntamos para nos machucar. Mas ela achou que nada poderia acontecer, já que ela tinha certeza absoluta que não era apaixonada por ele. Não queria aquele homem que estava ali com ela. Aquele homem era apenas para momentos excepcionais, especiais sim, mas não o queria verdadeiramente para si.
Achando-se pronta, lançou a pergunta:
“Você ama sua noiva?”
“Isso não é coisa que se pergunte uma hora dessas, além do mais eu sei como funciona cabeça de mulher, vocês dizem que não se zangam até conseguir a resposta, mas logo em seguida estão aborrecidas conosco. Não devo responder.”
“Não, pode responder. Somos apenas amigos e eu não me zango”
“Sim, amo.”
E realmente ela não se zangou, não ficou triste, pelo contrário, achou tudo aquilo muito lindo. Viu nos olhos dele uma verdade pura e convenceu-se que existe amor. Convenceu-se ainda que existem diferentes tipos de amor, diferentes quereres. Ficou feliz. Estava ali na sua frente a prova que existia amor de verdade. O que ela não esperava era que aquelas palavras que foram ditas tão carinhosamente despertassem nela o desejo de ser amada como aquela noiva.
Não queria ser amada por aquele homem, mas por outro, também noivo, do outro lado da cidade. Esse, nem lembra que ela existia. Está feliz, com medo de arriscar casar-se, mas convicto de que fará a coisa certa. É aí que reside toda sua tristeza.
Ela nada podia fazer, somente sentia em seus dias o desejo de esquecê-lo. Quanto mais ela pedia para esquecê-lo, mais ela lembrava que poderia ser ela que agora estaria preparando-se para ser feliz pelo resto de sua vida.
Lágrimas desciam de seus olhos. Era incontrolável o que sentia. Era puro. Não havia como contê-las. Elas representavam o suor de uma alma inconformada e ferida por um amor que não se concretizou. Um amor que precisava ser esquecido, mas que não a deixava apesar de todo esforço.
Caminhou até a janela, olhou o céu azul, um azul especial. Lá embaixo, os carros passavam apressados, iam e vinham na avenida da frente. Sentiu ainda um frio na barriga, mas percebeu, entendeu, naquele momento, que nada poderia resolver sua dor. Entendeu que o telefone não tocaria mais, que sua vida precisava de uma guinada, de uma mudança. Entendeu que ela precisava de uma Pasárgada e naquele instante lançou-se do décimo andar para um lugar melhor, um lugar sem dor.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Dentre os pensamentos que povoam minha mente, um me acorreu hoje: pobres e ricos não se misturam. Minha mãe sempre me disse isso, mas eu me recusava a creditar. Na minha doce inocência, não queria, nem quero, acreditar que há esse tipo de preconceito.
Claro que percebo algumas diferenças: modo de se vestir, lugares já frequentados, hábitos alimentares, talvez, alguns comportamentos; mas sempre achei que o que dominava mesmo, que o que poderia atrapalhar um relacionamento, não fosse essas coisinhas aparentes e sim o intelecto.
Se duas pessoas conseguem manter um diálogo saudável, desenvolto, de nível elevado, achei que nenhum desses parâmetros sociais pudesse atrapalhar. Será que me enganei? Se eu estiver certa sobre meu engano, algumas teses cairão por terra.
Minha mente se nega a aceitar tal fato. Um homem rico pode sim casar-se com uma mulher pobre. Ser pobre não significa que ela não saiba entrar e sair de quaisquer situações, não significa que ela não saiba conversar sobre os mais variados assuntos.
Aí você pode me perguntar: Mas se uma mulher pobre sabe tudo isso, uma rica que foi criada nesse meio também sabe, então o que me faria casar com a pobre?
E eu respondo: “Ora, ora, meu caro, o amor.”
Não posso aceitar que as pessoas pautem suas vidas pelas posses. Dizer que elas contam, que tenham sua parcela de culpa, tudo bem, mas daí a você pensar friamente nesse assunto são outros cem mil réis.
Queria entender a humanidade, queria aceitá-la sem precisar me assustar cada vez que os fatos me provassem que pobres e ricos jamais serão um do outro; que negros e brancos não possam se amar, nem conviver harmoniosamente; que classe sociais diferentes não possam estar num mesmo lugar... enfim. Nego-me a ser uma dessas pessoas. Nego-me a aceitar essa realidade, prefiro olhar a sociedade não como uma regra, mas como um caleidoscópio humanos de transformações e variações.
Certo dia, mais cedo ou mais tarde, verei que o amor, esse sim, será o motivo e o estopim para um casamento; que o amor, pelo simples fato de ser amor, vai unir as pessoas, sem que elas precisem pensar em quanto vão ganhar ao se separarem, em quanto precisarão pagar de pensão um ao outro. Nesse dia eu terei orgulho de fazer parte dessa sociedade, porque nesse dia ela estará começando a ser como eu.
Claro que percebo algumas diferenças: modo de se vestir, lugares já frequentados, hábitos alimentares, talvez, alguns comportamentos; mas sempre achei que o que dominava mesmo, que o que poderia atrapalhar um relacionamento, não fosse essas coisinhas aparentes e sim o intelecto.
Se duas pessoas conseguem manter um diálogo saudável, desenvolto, de nível elevado, achei que nenhum desses parâmetros sociais pudesse atrapalhar. Será que me enganei? Se eu estiver certa sobre meu engano, algumas teses cairão por terra.
Minha mente se nega a aceitar tal fato. Um homem rico pode sim casar-se com uma mulher pobre. Ser pobre não significa que ela não saiba entrar e sair de quaisquer situações, não significa que ela não saiba conversar sobre os mais variados assuntos.
Aí você pode me perguntar: Mas se uma mulher pobre sabe tudo isso, uma rica que foi criada nesse meio também sabe, então o que me faria casar com a pobre?
E eu respondo: “Ora, ora, meu caro, o amor.”
Não posso aceitar que as pessoas pautem suas vidas pelas posses. Dizer que elas contam, que tenham sua parcela de culpa, tudo bem, mas daí a você pensar friamente nesse assunto são outros cem mil réis.
Queria entender a humanidade, queria aceitá-la sem precisar me assustar cada vez que os fatos me provassem que pobres e ricos jamais serão um do outro; que negros e brancos não possam se amar, nem conviver harmoniosamente; que classe sociais diferentes não possam estar num mesmo lugar... enfim. Nego-me a ser uma dessas pessoas. Nego-me a aceitar essa realidade, prefiro olhar a sociedade não como uma regra, mas como um caleidoscópio humanos de transformações e variações.
Certo dia, mais cedo ou mais tarde, verei que o amor, esse sim, será o motivo e o estopim para um casamento; que o amor, pelo simples fato de ser amor, vai unir as pessoas, sem que elas precisem pensar em quanto vão ganhar ao se separarem, em quanto precisarão pagar de pensão um ao outro. Nesse dia eu terei orgulho de fazer parte dessa sociedade, porque nesse dia ela estará começando a ser como eu.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Rir de ti agora faz-me bem
Um bem como não faria em outrora
E se rio de ti é porque sei que foste tu.
Tu, tão esperto, que fostes usado, e não eu.
Ah, como é bom estar aqui
Vendo de longe tua ilusão.
Não adianta fugir.
O mundo não deixa.
Pois que naquele dia, ali, diante de ti
Eu estava, indiretamente,
E tu, tão esperto, nem notastes.
Ah, como é bom rir de ti...
Confesso que senti um frio na barriga ao saber,
Mas maior será o seu, ao ver que sei
E que nada aconteceu.
Como é bom rir de ti...
Tu, que um dia fostes motivo de choro
Hoje é motivo de risos, as coisas mudam.
Maior serão os risos quando te vires,
E te verei, tu sabes.
E estaremos ali, nós dois...
Eu podendo fazer o que quero,
Tu, mesmo sem poder, querendo,
Como é bom rir de ti...
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Por tantas vezes sonhei conosco,
O que foi nossa história senão um sonho?
Sonho solitário, sonho de um só.
E se foi só um sonho, por que tanta dor?
Em qual dos poucos dias perdi a noção do real?
Em qual dos beijos a essência do imaginário penetrou meu ser?
Não sei, não me lembro...
Procuro rever fatos, mas o que vejo é sonho.
Não quero lembrar...
Como era doce sonhar com o que seria...
Como é vazio sonhar com o que não foi...
Vazio é o ser que ama só.
Amo só,
Amo o nada,
Amo o que não existe mais.
Sonho solitário,
Sonho de um só.
E assim passam-se horas, dias, semanas...
Um ano já se foi...
Assim passo a mim mesma
Perdida nesse mundo onírico de amores perdidos
Cansada dessa mesma canção...
Desse sonho solitário,
Desse sonho que se sonha só.
O que foi nossa história senão um sonho?
Sonho solitário, sonho de um só.
E se foi só um sonho, por que tanta dor?
Em qual dos poucos dias perdi a noção do real?
Em qual dos beijos a essência do imaginário penetrou meu ser?
Não sei, não me lembro...
Procuro rever fatos, mas o que vejo é sonho.
Não quero lembrar...
Como era doce sonhar com o que seria...
Como é vazio sonhar com o que não foi...
Vazio é o ser que ama só.
Amo só,
Amo o nada,
Amo o que não existe mais.
Sonho solitário,
Sonho de um só.
E assim passam-se horas, dias, semanas...
Um ano já se foi...
Assim passo a mim mesma
Perdida nesse mundo onírico de amores perdidos
Cansada dessa mesma canção...
Desse sonho solitário,
Desse sonho que se sonha só.
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