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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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domingo, 10 de maio de 2009
Nao escrevi nada sobre o niver dos meninos. A festa, apesar de ter dado imenso trabalho, foi muito boa.

Ri muito.

Fiz marmotas. rsrs
Dancei.

Fiz novas amizades.

Tirei mas impressoes.


Reforcei as antigas amizades.

Dei uma de modelo. rsrs


Há uma pequena diferença entre SER FELIZ e ESTAR FELIZ. Ultimamente tenho me sentido muito bem, rodeada de pessoas legais, pessoas que eu tenho descoberto a cada dia e que, acima de tudo, tem demonstrado por mim, um carinho muito grande. Pessoas que aceitam minhas besteiras e loucuras numa boa, pessoas que como todas as outras pessoas erram e riem dos seus erros, mesmo tirando deles o melhor que puder.
Talvez isso seja viver. Um dia, essa fase pode passar, essas pessoas podem se afastar de mim, ou eu delas, por motivos variados e naturais da vida. No entanto eu poderei dizer que aproveitei os poucos instantes de alegria, de brincadeira de conhecimento que a vida me ofereceu. Poderei dizer que conheci pessoas com personalidades encantadoras, misteriosas, loucas, tímidas, extrovertidas, enfim... Lembro-me de Florbela Espanca que dizia:



Eu quero amar, amar perdidamente !


Amar só por amar: Aqui ... além...


Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente ...


Amar ! Amar! E não amar ninguém !



Pois eu, assim como ela, quero amar a todos que convivem comigo. Amar os “diferentes”, amar os iguais, amar puramente. Acreditar que as pessoas são boas, que Deus me deu a chance de conhecer varias faces, aprender a conviver com elas, sem me sentir melhor nem pior que ninguém. Acreditar que posso enxergar alem das aparências, que essas nos enganam e principalmente acreditar que sou capaz de conquistar espaços.
Essa deve ser a diferença entre SER FELIZ e ESTAR FELIZ. Posso amanha escrever tudo ao contrario, posso escrever que estava enganada, mas se, somente se, isso acontecer eu me lembrarei de que não importam as cinzas, se a chama já brilhou alta e clara, já queimou no coração.
sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não adianta querermos nos proteger do mundo e até adiantaria se pudéssemos viver numa redoma, se pudéssemos não sentir falta de algumas sensações, se pudéssemos não desejar aproveitar a vida, se pudéssemos ver além do que se sente. Parece que quando sentimos algo, não vemos. É exatamente como diz Fernando Pessoa quando se sente, não se vê. Uma coisa exclui a outra. E eu sinto demais.
Inutilmente tentei me proteger de papéis ridículos.
Inutilmente tentei evitar que me olhassem com pena ou que fizessem comentário sobre minhas atitudes.
Inutilmente tentei ser uma pessoa legal e centrada.
Tudo inúltil.
Proteger-se não é exatamente tentar ver além. Proteger-se é evitar. Evitar ações. Evitar falas. Evitar risos. Evitar fatos.
Não evitei.
Não me protegi, mesmo na tentativa de tentar me proteger.
Sabe quando queremos ser alguém, e talvez, ser nós mesmos e isso é uma péssima idéia? Pois foi isso que me aconteceu. Às vezes, fazer aquilo que acreditamos estar certo é exatamente o errado.
É isso que me ocorre de vez em quando: penso que o mundo é colorido, mas não é. Até já escrevi isso outras vezes, mas que adianta escrever e não fazer, não é mesmo?
Dizem que se aprende assim.
E se eu não aprender? Acho que não aprendi, porque não é a primeira vez que tenho esse tipo de sentimento. Agora sinto-me na obrigação de me redimir, com outros e principalmente comigo mesma, e com medo de não conseguir. Sinto-me mal, mesmo sem querer. Sei a receita: NÃO PENSAR, mas só em tentar não pensar, já penso.
Isso é viver? Foi isso que escolhi?
Afinal o que é saber viver? O que é saber aproveitar as oportunidades? Como é que se cresce? Por que eu não cresço? Questão de tempo? Até quando?
Até quando irei ver o mundo de uma maneira bela?
Sempre me disse que não queria ser pessimista ou traumatizada, mas talvez esteja na hora de ser. Talvez os traumas e o pessimismo, a desistência existam justamente para momentos assim: em que você percebe que não aprende com os erros.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Falar desse menino-homem foi algo que nunca me ocorreu até hoje. Não que ele não fosse importante na minha vida. Essa importância ele tem há tempos. Desde meados do ano passado (2008), ele me conquistou com suas brincadeiras, às vezes, exageradas e sem graça, outras, inocentes e carentes.

Não havia falado dele ainda por não conhecê-lo bem, por ter dele apenas uma parte, mas nesse fim de semana em especial, observando-o mais de perto, aguçando os olhos da alma, confirmei uma idéia que eu já trazia comigo: Ele é um ANJO.
Por trás de toda loucura, excesso de alegria, falta de concentração e por que não dizer safadeza; existe um ANJO. Um menino doce, meigo, carinhoso, atencioso (na medida do possível), amigo.
Um homem sensual, forte, bonito, decidido até, que se desdobra para agradar aos mais de quinze amigos que o rodeiam e exigem sua atenção.
Ainda não conquistei sua amizade profunda. Não diria que somos AMIGOS assim com letras grandes e destacadas, mas nos amamos como pessoa, nos respeitamos e até cuidamos um do outro se for necessário.

Adoro a maneira aberta de ele ver o mundo. Adoro quando ele vem com aquele sorriso largo, inocente, com cara de bobo me perguntar sobre alguma palavra ou mesmo como deve se comportar diante de determinada situação, ou ainda simplesmente para dizer um OI e me dar um abraço de apoio.

Farei o possível para conservar o que já tenho dele e conquistar cada vez mais a amizade desse amor-louco que é o Renan.
Beijos, meu amor. Esse texto é para que você saiba o quanto é especial em minha vida. Até quando eu tenho raiva de ti, ainda assim EU TE AMO, AMIGO! E é exatamente isso que vale a pena. É isso que fica diante de seja lá qual for a situação.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Hipocrisia: s.f(a) Vicio de caráter manifestado por aquele que aparenta ser o que não é ou diz sentir o que não sente mormente em virtude e devoção; fingimento.Não digo que a gente não possa crescer e aprender com nossos erros, mas também não digo que possamos sair soltando julgamentos a torto e a direito quando já fizemos ou fazemos coisas que vão contra nossas palavras. É muito pesado dizer que alguém é hipócrita, mas não há palavra melhor que essa para definir, quem sabe, 60 ou 80% da população.
Muitas vezes nos deixamos levar pelos pensamentos alheios: fraqueza.
Muitas vezes tendemos a nos assustar com coisas que já fizemos: hipocrisia.
Não vejo outra forma de ver as coisas. E pior mesmo é quando nos já fizemos coisas simples sem maldade: dançamos, brincamos com amigos, beijamos na boca, tomamos alguns pileques ou quem sabe até um porre mesmo e de repente, talvez influenciado por algo ou alguém exterior começamos a achar um absurdo tudo isso. Se vimos uma pessoa falando alto – como já falamos um dia – comentamos logo “Minha nossa, que menina mal-educada.” Se vimos um homem se divertindo com amigos, falando abobrinhas próprias de quando estamos entre os nossos mais íntimos amigos – como já fizemos e dissemos um dia – comentamos logo: “Que depravação!”
Hoje mesmo me perguntei qual é a pior espécie de gente: se e aquela que fala o que lhe vem a mente (sem ofender ninguém, claro), mas diz as coisas que pensa sem ter medo de ser metralhados pelos tais hipócritas de quem venho falando desde o inicio do texto ou se é aquela que defende idéias lindas: não trair, não falar de boca cheia, não andar depressa ou com a coluna curva, não dizer o que pensa para que os outros não digam isso ou aquilo e por debaixo dos panos faz tudo que se assustou e achou horrível e julgou os outros.
Eu realmente tenho um problema com JULGAMENTO. Já julguei muito na vida, mas aprendi que as pessoas mais certas, mais assustadas com as atitudes dos outros, mais preocupadas com o que os outros dizem são, talvez, as piores. Essas pessoas também tem coisas a esconder e escondem – única diferença entre o ser julgado e o julgador. Todos têm seu lado podre. Não se enganem. Todos escondem esse lado. Até ai tudo bem. O que não podemos é julgarmos os outros por coisas que nos mesmos fizemos ou fazemos. O que não podemos é olharmos para os outros com indignação, com discriminação porque eles são de uma forma diferente de nos ou do que somos hoje.
Todos tem seu tempo. Todos vão aprender e agir como acharem que devem agir. Ninguém precisa nem quer ser julgado por seus atos. Ainda mais quando esses atos não são agressivos a ninguém.
Beijar, namorar, rir alto, fazer amigos, não ter preconceito, ter a mente aberta, nada disso, nunca fez mal a ninguém, pode até ser motivo de falatório para pessoas pequenas, mas esse tipo de gente nunca deixara de existir no mundo.
Faça a sua parte: Abra-se para o mundo independente das magoas, livre-se dos machismos existentes. Não seja hipócrita. Não julgue.
domingo, 26 de abril de 2009
Foi muito mara.
Galera da carona, ô povo animado.
Fazendo pose, como não podia deixar de ser.
Não volta pra casa.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Algum Lugar, 24 de abril de 2009
Meu Amor (manterei o vocativo de antes),
Estou com saudade da gente, de nossos corpos juntos, das brincadeiras que fazíamos em nossos encontros, da intimidade a duras penas conquistada e tão cuidadosamente construída. Saudade das certezas e das incertezas também.
Até parece que te amei. Ao mesmo tempo não reconheço nessa saudade nada que prove nem mesmo uma paixão. Como eu já disse, é uma saudade da boa.
Me pego sorrindo pra ti, me vejo contigo. Sinto teu queixo sobre meu ombro e teus braços envolver minha cintura, ouço tua voz elogiando meu cheiro e percebo teu nariz fungando para senti-lo mais uma vez.
Isso tudo é saudade. Uma saudade que traz reminiscências de instantes perfeitos. A saudade tem isso de bom, ela transforma tudo em flores. Acredita que eu sinto saudade até da ansiedade de chegar em casa, correr para o computador e ligá-lo, procurando uma mensagem tua?
Fecho os olhos e vejo sua boca sexy, perfeita, abrir-se em um sorriso que sempre me enfeitiçou. E se deixo eles fechados mais um pouco, trago você até a mim. Tímido, calado, olhos meigos e fixos nos meus, entregue a sedução, à espera de meus beijos.
De repente, nada... nada disso é real. É a saudade pintando mais uma de suas telas favoritas.
De meus olhos não descem lágrimas, mas meu coração silencia em protesto de sua ausência. Um silêncio completo. Não há palavras, não há gestos. Até as lembranças se escondem, deixando o vazio branco de sua falta. Não vale a pena?
Nessa surdez vazia, trago-me de volta a realidade. Penetro surdamente em mim mesma, vasculho meu coração quieto e triste de saudade e não tendo o que fazer, sigo em frente como tem de ser.
Abre-se um novo caminho onde, pé ante pé, tento não olhar pra trás e entrego-me ao futuro. Quem sabe eu não te encontro por lá mais uma vez para aplacar essa saudade que sinto agora.