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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Queria saber o que eu sinto agora.
Se é torpor, dor, calmaria, estranheza ou choque.
Se me falta o chão ou o ar...
Se quero ir ou ficar.
Queria saber o que sou agora.
Se uma só pessoa ou uma pessoa só.
Queria falar... Calo.
Queria ir... Fico.
Queria gritar... murmuro.
Queria você... não tenho.
{...}
Quem eu sou agora?
O que sinto hoje?
Como vou, se não ando?
Como digo, se não falo?
Calo...
Paro...
Fico...
Me perdi em mim mesma esperando você.
Se é torpor, dor, calmaria, estranheza ou choque.
Se me falta o chão ou o ar...
Se quero ir ou ficar.
Queria saber o que sou agora.
Se uma só pessoa ou uma pessoa só.
Queria falar... Calo.
Queria ir... Fico.
Queria gritar... murmuro.
Queria você... não tenho.
{...}
Quem eu sou agora?
O que sinto hoje?
Como vou, se não ando?
Como digo, se não falo?
Calo...
Paro...
Fico...
Me perdi em mim mesma esperando você.
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É preciso ter calma e paciência. Algumas vezes a gente sabe o caminho certo e não quer pegá-lo porque ele é tortuoso, tem várias pedras e as rosas, espalhadas esporadicamente pelo tal caminho, são cheias de espinhos. Você ver elas ali a seu alcance, mas por algum motivo suas mãos não conseguem tocá-las, os espinhos lhe furam e mesmo não sendo uma dor insuportável, incomoda e você desiste, prefere apenas vê-las. Em raros momentos você encontra uma chance de tocá-las e vai se enganando com aquele toque, fica esperando o momento de tocá-las novamente, vai se enganando e se contentando com esse pouco.
Esse caminho é o mais fácil e você vai ficando, encontrando uma esperança aqui outra ali, um rosa vermelha, outra amarela e os dias vão passando. O caminho paralelo é bem pior embora sua consciência diga que no fim de todos os tormentos, será do caminho mais difícil que se retira a verdadeira vitória. A qualquer momento você pode mudar de caminho, não há paredes que lhe prendam, mas é necessário coragem e ela não vem.
Seus passos vão se adiantando, você vai seguindo, se agarrando a uma coisa aqui outra ali, se dando desculpas esfarrapadas para os picos de consciência e sobriedade e, por incrível que pareça, se prende de tal forma a essas “mentiras” que a coragem dá as costas de vez.
Mas um dia, um belo dia comum, o destino, a consciência, o acaso e quem sabe todos eles juntos resolvem encontrar você, espetá-lo, feri-lo para mostrar-lhe, mesmo que você não queira ver, a dolorosa verdade. E você, sem opção, troca de caminho.
Lágrimas, dificuldades, mas nesse caminho as flores também existem e seus espinhos são mais espaçados e você consegue tocá-las quando elas aparecem, consegue cheirá-las, senti-las, consegue guardar em seus dedos a textura de suas pétalas. A verdade é sua companheira, você segue sozinho com ela e a voz dela dói em muitos momentos. Em alguns, você até esquece como é bom tocar as flores, mas é preciso ter calma e paciência.
É preciso esperar pela vitória real. É preciso relembrar, a cada momento, que não vale a pena sentir o incomodo dos espinhos no caminho mais fácil, se no fim tudo será ilusão. É preciso relembrar que a verdade dói, porem presenteia mais a frente.
É preciso ter calma e paciência para superar a mudança dos caminhos, as dores da saudade e do costume. E, inclusive, saber que os dois caminhos estão ali e você pode passar de um pro outro a qualquer momento, mas que deve permanecer, apesar de algumas dores, no caminho certo por mais difícil que ele seja.
Esse caminho é o mais fácil e você vai ficando, encontrando uma esperança aqui outra ali, um rosa vermelha, outra amarela e os dias vão passando. O caminho paralelo é bem pior embora sua consciência diga que no fim de todos os tormentos, será do caminho mais difícil que se retira a verdadeira vitória. A qualquer momento você pode mudar de caminho, não há paredes que lhe prendam, mas é necessário coragem e ela não vem.
Seus passos vão se adiantando, você vai seguindo, se agarrando a uma coisa aqui outra ali, se dando desculpas esfarrapadas para os picos de consciência e sobriedade e, por incrível que pareça, se prende de tal forma a essas “mentiras” que a coragem dá as costas de vez.
Mas um dia, um belo dia comum, o destino, a consciência, o acaso e quem sabe todos eles juntos resolvem encontrar você, espetá-lo, feri-lo para mostrar-lhe, mesmo que você não queira ver, a dolorosa verdade. E você, sem opção, troca de caminho.
Lágrimas, dificuldades, mas nesse caminho as flores também existem e seus espinhos são mais espaçados e você consegue tocá-las quando elas aparecem, consegue cheirá-las, senti-las, consegue guardar em seus dedos a textura de suas pétalas. A verdade é sua companheira, você segue sozinho com ela e a voz dela dói em muitos momentos. Em alguns, você até esquece como é bom tocar as flores, mas é preciso ter calma e paciência.
É preciso esperar pela vitória real. É preciso relembrar, a cada momento, que não vale a pena sentir o incomodo dos espinhos no caminho mais fácil, se no fim tudo será ilusão. É preciso relembrar que a verdade dói, porem presenteia mais a frente.
É preciso ter calma e paciência para superar a mudança dos caminhos, as dores da saudade e do costume. E, inclusive, saber que os dois caminhos estão ali e você pode passar de um pro outro a qualquer momento, mas que deve permanecer, apesar de algumas dores, no caminho certo por mais difícil que ele seja.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Que vida louca! Não me canso de me admirar das coisas que o tal de destino nos faz passar. Ele procura as pessoas e lança sua sorte, ou piada, se assim quiser. E o ser que se vire para resolver o problema lançado. Pode ser qualquer coisa: uma decisão, um telefonema, qualquer coisa. Suas ações mudam tudo, suas escolhas mudam tudo, mas o resultado final é o mesmo. O destino apenas brinca com a gente. O resultado final será o mesmo sempre. Não depende de você, não depende de nada. Você muda os caminhos e talvez ganhe ou perca algumas coisas por esses caminhos, mas chegara sempre ao mesmo lugar.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Amizade
Como um ser humano, que não dá a mínima pra ninguém, pode amar tanto um amigo? E nesse caso a opção homossexual está completamente fora de cogitação. Os amigos são mesmo a essência da vida?
Passei boa parte da minha pedindo um amor. Não sei se deixei de valorizar meus amigos – e sei que tenho alguns AMIGOS assim escrito em letras maiúsculas – mas sei que passei muito tempo enchendo o saco desses amigos e de Deus pela busca desenfreada de um amor. Hoje me ocorreu, por uma serie de fatos isolados, que os amigos são mais importantes que os amores e que independente de qualquer coisa as pessoas – sejam amigos ou amores – não estarão sempre ao nosso lado.
Existem pessoas como eu que são dependentes de outras e pior gostam de ser dependentes. Fazem questão de chorar e ficar triste se se sentem sozinhas. Outras, por outro lado, existem por si só e se não tem ninguém, pouca falta faz. Vivem suas vidas simplesmente e elas estão certas.
Querer ter alguém ao seu lado 24 horas por dia, 365 dias por ano é doença. Não valorizar as pessoas que estão sempre ao seu, mesmo que distantes, é loucura. Então sou louca e doente.
Não sei ao certo o que pode ser maior, sei que a sociedade nos ensina que os amigos ficam enquanto os amores vão e por isso tendemos a valorizar os amigos. Essa serie de questões me veio a mente por dois motivos principais destacados de tantos outros isolados.
1. Visitei meus amigos ontem, amigos que não ficava perto há algum tempo e nem era tanto tempo assim. Me senti tão bem, tão feliz, uma felicidade barata, sem preocupações, sem duvidas. Uma certeza de ser querida e de querê-los também;
2. Assistindo Dr. House, vi seu amor atípico por um amigo. Sua dor por desapontar esse amigo e então me correu de pensar um pouco sobre amizade e amor.
O fato é que com amigos nos sentimos completos e naquele instante que estamos com eles é tudo tão animador e feliz que não sentimos falta de nada. Talvez a sociedade nos imponha o fato de termos um namorado ou um marido, mas quem se importa com a sociedade? Quem disse que é a sociedade que nos dá o que precisamos?
Passar um tempo com os amigos e senti falta de outros foi, pra mim, muito salutar. Talvez eu aprenda mais essa liçãozinha com o tempo, que um professor cruel, mas que nos mostra a real da vida.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
O tempo passa rápido e o certo é que a gente aproveite cada instante, porque a saudade de um tempo que se foi e, inevitavelmente, não volta, sempre vem. Mais dia, menos dia, estaremos suspirando por um momento que foi inesquecível ou por pessoas que permaneceram em nossas vidas.
Andando pelos corredores vazios da escola (por conta das iminentes férias) lembro de algumas pessoas que me marcaram – até hoje não consigo entender exatamente por que, talvez por um momento particular meu, talvez por serem pessoas especiais – é como se eu os vissem. As brincadeiras, os risos, as bobagens que ajudei a fortificar.
Lembro-me que no fim do ano eu tinha “medo” de perder contato com eles. Eu não entendia direito, mas queria-os em minha vida, eles me faziam muito bem. Estar com eles era sempre motivo para esquecer qualquer coisa que eu estivesse passando. Fiz amizade pessoal com eles. Alguns duvidavam da veracidade daquela amizade, eles mesmos perguntavam se tinha sido sempre assim, ao que eu respondia “Não, vocês são especiais.” Claro que para eles era difícil acreditar, mas eles REALMENTE ERAM (SÃO) ESPECIAIS.
Consegui não perder o total contato com eles. A muito custo (preconceitos, perigos, comentários) sou amiga pessoal de alguns, daqueles que por motivo desconhecido se apegaram mais a mim e vive versa, até hoje e mesmo assim sinto saudade. Mesmo vendo-os a hora que quiser, sinto saudade. Saudade de um tempo que não volta mais. Das brincadeiras, da proximidade, do cotidiano. Em compensação sei que o amor permanece e pode até ter aumentado.
A vida é assim, algumas pessoas conseguem permanecer em nossas vidas e mesmo que distantes estarão ali em nossos corações que é lugar onde se guarda os amores verdadeiros. AMO CADA UM DE VOCES.
Andando pelos corredores vazios da escola (por conta das iminentes férias) lembro de algumas pessoas que me marcaram – até hoje não consigo entender exatamente por que, talvez por um momento particular meu, talvez por serem pessoas especiais – é como se eu os vissem. As brincadeiras, os risos, as bobagens que ajudei a fortificar.
Lembro-me que no fim do ano eu tinha “medo” de perder contato com eles. Eu não entendia direito, mas queria-os em minha vida, eles me faziam muito bem. Estar com eles era sempre motivo para esquecer qualquer coisa que eu estivesse passando. Fiz amizade pessoal com eles. Alguns duvidavam da veracidade daquela amizade, eles mesmos perguntavam se tinha sido sempre assim, ao que eu respondia “Não, vocês são especiais.” Claro que para eles era difícil acreditar, mas eles REALMENTE ERAM (SÃO) ESPECIAIS.
Consegui não perder o total contato com eles. A muito custo (preconceitos, perigos, comentários) sou amiga pessoal de alguns, daqueles que por motivo desconhecido se apegaram mais a mim e vive versa, até hoje e mesmo assim sinto saudade. Mesmo vendo-os a hora que quiser, sinto saudade. Saudade de um tempo que não volta mais. Das brincadeiras, da proximidade, do cotidiano. Em compensação sei que o amor permanece e pode até ter aumentado.
A vida é assim, algumas pessoas conseguem permanecer em nossas vidas e mesmo que distantes estarão ali em nossos corações que é lugar onde se guarda os amores verdadeiros. AMO CADA UM DE VOCES.

Aiana
R³ - Renan, Rennan e Robson
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Prometi a mim mesma que voltaria a postar todo dia, mesmo que eu não colocasse nada de extraordinário, mas postasse algo, só para retomar, aos poucos, o hábito de escrever. Na verdade acho que não estou conseguindo escrever porque parei de ler. Vida de professora é assim mesmo, a gente não faz o que quer e sim o que tem que ser feito, e ultimamente o que tem que ser feito, é ler uma montanha de redação, cheia de erros e geralmente com fatos desinteressantes.
Até cheguei a achar que eu havia perdido a percepção do mundo ou a arte de manifestar meus pensamentos através escrita, mas num é bem isso. O que me falta é inspiração. E essa inspiração vem de leituras. Estou louca para ficar de férias e ler os livros que comprei. A ansiedade de navegar em mundos irreais e imaginar-me neles é grande.
Pena que ainda demorarei muito para conseguir isso, mas naop tem problema, um dia a gente chega lá.
Até cheguei a achar que eu havia perdido a percepção do mundo ou a arte de manifestar meus pensamentos através escrita, mas num é bem isso. O que me falta é inspiração. E essa inspiração vem de leituras. Estou louca para ficar de férias e ler os livros que comprei. A ansiedade de navegar em mundos irreais e imaginar-me neles é grande.
Pena que ainda demorarei muito para conseguir isso, mas naop tem problema, um dia a gente chega lá.
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Acordei atordoada, atrasada para ir trabalhar como sempre. Eu vou dormir tarde e depois fico querendo mais cinco minutinhos e esses cinco minutinhos sempre me deixam atrasada, mas valem à pena.
Pois nessa agonia matinal fui arrumar minha bolsa da escola e quando peguei no livro um balãozinho de fala apareceu em cima da minha cabeça com a frase: EITA: A PROVA!!!
Eu havia esquecido de elaborar a prova de Literatura do primeiro ano. Fui para escola com aquela esperança viva e latejante me dizendo a prova seria só na quarta, ai eu elaboraria a noite e mandaria pra escola. E eu fui alimentando a esperança com todas as guloseimas que ela gosta: alegria, certeza de que tudo dará certo, enfim...
Pois quando estava batendo o ponto, o digitador entrou.
- Olha, é que eu esqueci a prova do primeiro ano e quero te dizer que vou mandar hoje a noite.
- Impossível. A prova é amanhã e eu preciso dela agora.
Pronto, ele acabara de matar a esperança que nasceu hoje de manhã. A bichinha era tão novinha, não merecia uma morte assim tão sem piedade.
Fui para sala do coordenador. Ele nem ai para minha preocupação, afinal o problema era definitivamente meu. O jeito foi ir para sala de aula e lá outra esperança nasceu. Prometi cuidar dessa com mais carinho que cuidei da primeira. Eu podia passar o recreio no computador da coordenação e elaborar a prova, afinal eu já sabia quais as questões que eu queria colocar. Assim foi
No intervalo fiquei lá e deu tudo certo. Peguei as questões objetivas do meu email e assim consegui terminar.
Ufa, essa esperança nascida na escola conseguiu sobreviver ate agora. Eu realmente cuidei bem dela.
Pois nessa agonia matinal fui arrumar minha bolsa da escola e quando peguei no livro um balãozinho de fala apareceu em cima da minha cabeça com a frase: EITA: A PROVA!!!
Eu havia esquecido de elaborar a prova de Literatura do primeiro ano. Fui para escola com aquela esperança viva e latejante me dizendo a prova seria só na quarta, ai eu elaboraria a noite e mandaria pra escola. E eu fui alimentando a esperança com todas as guloseimas que ela gosta: alegria, certeza de que tudo dará certo, enfim...
Pois quando estava batendo o ponto, o digitador entrou.
- Olha, é que eu esqueci a prova do primeiro ano e quero te dizer que vou mandar hoje a noite.
- Impossível. A prova é amanhã e eu preciso dela agora.
Pronto, ele acabara de matar a esperança que nasceu hoje de manhã. A bichinha era tão novinha, não merecia uma morte assim tão sem piedade.
Fui para sala do coordenador. Ele nem ai para minha preocupação, afinal o problema era definitivamente meu. O jeito foi ir para sala de aula e lá outra esperança nasceu. Prometi cuidar dessa com mais carinho que cuidei da primeira. Eu podia passar o recreio no computador da coordenação e elaborar a prova, afinal eu já sabia quais as questões que eu queria colocar. Assim foi
No intervalo fiquei lá e deu tudo certo. Peguei as questões objetivas do meu email e assim consegui terminar.
Ufa, essa esperança nascida na escola conseguiu sobreviver ate agora. Eu realmente cuidei bem dela.
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