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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Um dia ganhei um presente muito especial de Deus. Conheci uma pessoa, casulamente, era uma amiga de amiga, daquelas pessoas distantes de você, que tanto faz como tanto fez, que você nem presta atenção? Pois era dessas.
Logo nos tornamos amigas. Amigas mesmo. Tínhamos muitos pontos em comum e necessitávamos de companhia mútua. Talvez, sem perceber, fomos nos ligando uma a outra, conversando, contando os prejuízos da vida. E tínhamos tantos prejuízos (rsrs) que não parávamos mais de falar.
Outra coincidência vantajosa em nossas vidas foi o carnaval. Viajamos juntas. Eita carnaval bom! O povo era feio, feio mesmo, mas a paisagem era bonita: praias e mais praias. Foram muitas fotos e uma proximidade que nos promovia a um status de AMIGAS.
Sabe aqueles prejuízos que falei que nos uniu inicialmente? Pois eles se foram. Estávamos sempre juntas e arrajávamos mais amigas e era uma festa. Aliás várias festas. Saímos todo fim de semana, riámos muito de tudo, até uma viagem para outro estados fizemos. Ela me compreendia mesmo quando eu estava insuportável, e estive insuportável por tantas vezes que vi que aquela amizade era VERDADEIRA. Não era "de papel" como outras.
Brigas, mágoas... acredito que eu tenha magoado mais a ela que ela a mim, mas sempre acabava tudo bem.
Sempre que eu precisava ela estava ali... se havia algo, lá vinha ela de onde estivesse para me ouvir, me guiar, dizer como eu procederia e mesmo o tempo nos afastando um pouco eu tinha certeza que ela estava a minha disposição para corrigir meus defeitos e resolver meus problemas. Eu podia passar por qualquer coisa, tinha uma certeza: VOU SUPERAR, tenho minha amiga que vai me ouvir e ficar comigo até a dor passar.
É ridículo e contraditório o que sinto hoje: Uma alegria tão grande por saber que ela está muito feliz, que encontrou um alguém especial, legal, que gosta dela (mais importante) e que com certeza ficarão juntos para sempre igual a conto de fadas.
Quem me garante isso?
Eu sinto.
Mas por outro lado tem um dor, acredito que na mesma proporção da alegria, em saber que agora vou ter que me virar sozinha com meus problemas e dores, sem essa "mãe" que me dizia como fazer e estava segurando a minha mão nesses momentos.
Claro que não deixaremos de ser amigas e claro que é MUITO MAIS importante que ela esteja bem, mas que dói, dói.
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Apesar de eu não ter vivido antigamente, ou pelo menos não tão antigamente assim, acredito que as mulheres ficavam em suas janelas ou em seus quartos em muitos momentos do dia lembrando oniricamente da noite anterior, do toque nos cabelos e talvez até da flor arrancada do jardim do vizinho que haviam recebido do namorado. Ops, olha aí outra coisa de antigamente: namorado.
O que aconteceu com as pessoas? Por que ser romântico(a), ser delicado(a), querer as coisas da melhor e mais bonita forma possível, hoje, é visto como ponto negativo?
Deram o nome de objetividade.
Onde estão os últimos românticos e sensíveis que não estão próximo a mim?
Será que sou retrógada?
Sim, estou quase certa que sou retrógrada enão consegui acompanhar os tempos modernos. Otro dia fui chamada de sonhadora, no sentido de lunática mesmo.
Deve ser realmente eu que estou fora do mundo moderno e odioso em que a tecnologia e a velocidade tomam conta das pessoas e fazem-nas falar em objetividade e falta de tempo.
Não existem mais suspiros, comunicação diária, cartas de amor... tudo ficou velho, ultrapassado... O que existem são pessoas que fingem não querer amar, fingem não concordar com o romantismo, mas que quando se pergunta o que lhes falta, a resposta é certeira: "Um amor..."
Se para todos falta um amor, por que não se encontram esses sonhos e amores perdidos?
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Um dia eu serei verdadeiramente feliz. Terei os amigos que tenho agora acrescidos de mais um ou dois que possam ser eleitos por merecimento. Terei um amor: alguém perfeito (no meu conceito de perfeição, claro). Ahhh não se preocupem que no meu conceito de perfeito cabem alguns defeitos rsrs.
Esse falará palavras de amor, sentirá minha falta, exigirá minha presença em sua vida cada vez mais forte. Terá um pouquinho de ciúmes e me chamará de "meu amor", "minha vida"... E quando eu me aborrecer com algo, ele terá paciência (na verdade se ele me ama, não será sacrifício nenhum ouvir minhas reclamações) me puxará com amor para si e me acalentará em seus braços, dirá coisas que me acalmarão e logo logo estaremos rindo um pro outro.
Aqueles me serão fiéis e companheiros para todas as horas. Estarão comigo nos dias mais felizes da minha vida, verão meu primeiro filho nascer e me convidarão para passarmos domingos e festas juntos, comemoraremos nossas vidas felizes. Nossos filhos serão amigos e conviverão harmonicamente.
Terei também uma vida profissional estável, cumprirei com o máximo de amor possível as minhas tarefas (como sempre foi), mas serei reconhecida e respeitada por ser quem sou.
E se eu, por acaso, sumir por uns dias, meu celular tocará insistentemente. As pessoas pedirão minha presença, avisaram que estão com saudade. Ficaremos juntos de novo.
Nos momentos tristes e nas adversidades não sentirei dor nem física nem espiritual, pois não terei tempo para isso: meus amigos e meu amor farão de tudo para que eu nem lembre da dor que sinto.
Por enquanto tudo isso é um sonho que eu sonho sozinha, mas um dia será realidade.
Esse falará palavras de amor, sentirá minha falta, exigirá minha presença em sua vida cada vez mais forte. Terá um pouquinho de ciúmes e me chamará de "meu amor", "minha vida"... E quando eu me aborrecer com algo, ele terá paciência (na verdade se ele me ama, não será sacrifício nenhum ouvir minhas reclamações) me puxará com amor para si e me acalentará em seus braços, dirá coisas que me acalmarão e logo logo estaremos rindo um pro outro.
Aqueles me serão fiéis e companheiros para todas as horas. Estarão comigo nos dias mais felizes da minha vida, verão meu primeiro filho nascer e me convidarão para passarmos domingos e festas juntos, comemoraremos nossas vidas felizes. Nossos filhos serão amigos e conviverão harmonicamente.
Terei também uma vida profissional estável, cumprirei com o máximo de amor possível as minhas tarefas (como sempre foi), mas serei reconhecida e respeitada por ser quem sou.
E se eu, por acaso, sumir por uns dias, meu celular tocará insistentemente. As pessoas pedirão minha presença, avisaram que estão com saudade. Ficaremos juntos de novo.
Nos momentos tristes e nas adversidades não sentirei dor nem física nem espiritual, pois não terei tempo para isso: meus amigos e meu amor farão de tudo para que eu nem lembre da dor que sinto.
Por enquanto tudo isso é um sonho que eu sonho sozinha, mas um dia será realidade.
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domingo, 26 de setembro de 2010
Já não fazem mais homens como antigamente. Nem mulheres.
Os homens são uns calhordas e parece que quanto mais tempo passam na face da Terra, piores eles ficam. Aprendem, né? E veem que, assim como eu disse, já não fazem mais mulheres como entigamente, elas se doam demais e se iludem rapidamente e pior, percebem que o cara não vale nada e insistem, o que facilita a ação dos calhordas.
Vão ser burras assim nos confins do mundo.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
O que é certo e errado é muito relativo. Mas existem regras que devem ser seguidas e que quando estamos distantes da situação sabemos exatamente como agir, mas se estamos nela, pronto. É motivo para não distinguirmos mais nada.
Na verdade somos covardes. Não temos coragem de fazer o que devemos. E como dói sabermos que estamos agindo “errado”. Temos sempre uma escolha a fazer e essa escolha vem acompanhada de conseqüências. Talvez pela primeira vez na vida eu consiga ver uma situação claramente. Deve ter acontecido com você também. Estamos ali, parados e a situação passando em nossa frente como se fosse um filme que sabemos o final. Podemos mudar tudo, mas não... deixamos que a coisa caminhe do jeito errado.
Covardia. Pura covardia.
Mas não se engane, mais cedo ou mais tarde pagaremos por cada decisão. Temos, na verdade, duas opções: 1. Sofrermos tudo de uma vez, aproveitarmos que estamos melhor do baque inicial e resolvermos o que há em nossa mente. Zerarmos o cronômetro por mais que doa. Nessa opção dói menos, porque você já sentiu a dor maior. OU 2. Adiarmos a dor. Tomarmos a decisão errada, mas sabendo que ela está errada. Não queremos sofrer naquele instante, já sofremos e a dor não cessa de uma vez, então decidimos parar com ela no momento.
A segunda opção parece mais fácil e até por isso aceitamos de forma melhor, desce-nos mais macia, reanima a mente exausta de tentar. É exaustivo sofrer, sabia? Nosso corpo cansa, para, e nem fizemos esforço nenhum, o que é mais estranho.
Como podemos parar de pensar no certo e no errado?
Como podemos parar de pensar no que vem a seguir?
Ouvi dizer que quando uma coisa dói, basta cortarmos essa coisa e pronto. Mas como cortamos? Ninguém ensina como fazer. Todos dizem apenas o que fazer.
Faça isso. Faça aquilo.
Pare disso. Pare de se maltratar.
Mas o que quero saber mesmo é como. Como fazer o que devemos?
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domingo, 11 de julho de 2010
Como é difícil sorrir, quando na verdade se quer chorar e gritar... quem sabe dizer palavrão e pegar com força nos seus braços e te obrigar a dizer que gosta de mim, que me quer.
Como é difícil manter-se calma, quando o que se quer é estar louca e fazer qualquer bobagem para achar que não está impotente diante dos fatos.
Como é difícil conversar com as pessoas, quando se queria calar para o mundo e só falar com você. Falar sobre coisas que não interessaria no fim de tudo. Que não mudariam a situação em absolutamente nada.
Como tudo é extremamente difícil quando não se quer - ou não se pode - simplesmente esquecer e seguir a diante, sem mas nem talvez.
É difícil... e eu sei que conseguirei... apenas é difícil...
E vai demorar, vao doer, mas eu conseguirei.
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Quem disse que a gente aprende a viver? Parece que não aprende. Acreditamos em coisas que, às vezes, até são sem sentido, mas acreditamos tão fortemente que não sabemos como arrancá-las de nossa personalidade. Os psicólogos dizem que personalidade não se muda. Que triste! Na verdade nosso cérebro devia ser programado para mudar sempre, para nós mesmos mudarmos ele sempre que quiséssemos ou precisássemos.
Fico pensando em quanto tempo será necessário para mudar o que é imutável. E lá vem novamente a história do tempo(paciência), da fé, da força, mas todas essas virtudes, numa mente imutável, são frágeis e efêmeras. Elas vêm, mas se despedem rápido demais para aproveitarmo-nos delas.
É um desafio, e eu odeio desafios, mudar o que "está", talvez o que "é".
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