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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Nada é mais cativante que o sorriso de uma criança.
Nada é mais revigorante que algumas horas de brincadeira inocente.
Faz-nos esquecer os adultos e suas loucuras.
Nada é mais revigorante que algumas horas de brincadeira inocente.
Faz-nos esquecer os adultos e suas loucuras.
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domingo, 23 de janeiro de 2011
Por quanto tempo me enganei? Por quanto tempo usei essa "droga"? Sim, você era apenas uma espécie de droga em minha vida. Eu era viciada em você. Precisava de você para me sentir melhor, para ser um alguém altivo, para despertar minha auto-estima. E pior é que eu não conseguia ver que você era apenas uma droga dessas que vicia, ilude e causa dependência.
Chego a duvidar de minha inteligência. Sempre fui tão contrária a drogas de qualquer tipo! Sempre esbravejei contra a mínima possibilidade de estar onde elas estivessem e eu não fui capaz de transpor algo concreto para algo abstrato, não fui capaz de ver que eu estava viciada em uma droga, talvez, muito pior que as drogas propriamente ditas.
Você foi minha droga psicológica por muito tempo.
A simples lembrança de um dia com você me fazia sorrir e apagar qualquer indício de dor que estivesse em meu coração. Que poder, hein?
Mas acredito também que fui tola, como todos os drogados. Acreditei em algo inexistente, impossível até, e mais uma vez minha inteligência me traiu e deixou que mesmo diante de evidências eu não as visse. Eu mesma criava desculpas, você nem precisou se preocupar com elas. Sua parte era apenas olhar-me daquele jeito que você olha(va) e pronto, todo o feitiço já estava instalado. Nem trabalho você tinha. Era só olhar, só isso.
Um olhar apenas para deixar-me torpe, encantada, cega. Depois desse olhar tudo estava perfeito, as dores sumiam, as raivas desapareciam, as pessoas ao redor não significavam nada, acredito que o mundo poderia desabar naquele momento e eu não me importaria, não sentiria nada.
Bastava um olhar apenas para eu sair da Terra e entrar em universo paralelo onde tudo era possível, onde tudo que sonhei se realizaria, até as coisas mais sem fundamentos dariam certo a partir daquele olhar.
Você sabia disso?
A parte mais cruel é que eu acho que você sabia dessa fraqueza e exatamente por saber, alimentava isso em mim. Alimentava a possibilidade da felicidade completa, me explicava coisas que pudessem por algum instante me deixar em dúvida. Tudo perfeito. Tudo para sempre. É, vou ter que acreditar no clichê: "O pra sempre, sempre acaba".
Não sei se me sinto curada ou em abstinência. Sei que estou na realidade, pelo menos. Sei que se houver uma próxima vez, eu evitarei, estarei melhor preparada, o olhar poderoso chegará a mim de outra forma, talvez como falso ou temporariamente perturbador, mas saberei dentro de mim que você é apenas um entorpecente que habita(va) meu coração, minha vida.
Não pedirei para vc sair dela, porque as coisas insignificantes e mentirosas não ficam. Pedindo ou não, elas se vão.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Quando se é criança, as mães mais atenciosas e instruídas leem para seus filhos os famosos contos de fadas: Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e tantos outros que mostram a mesma situação: uma princesa que passa por problemas muito difíceis e que de repente aparece um príncipe para salvá-la e serem felizes para sempre.
Parece que não leram contos de fadas para mim quando eu era criança.
Os contos de fadas não existem porque são bonitinhos não, eles têm uma função didática, pedagógica e porque não dizer psicológica muito específica: eles geram o senso de segurança no desenvolvimento emocional da criança.
Sabe aquela ideia de príncipe encantado - um homem lindo, íntegro, montado num cavalo branco? Não é a parte mais importante como muitos pensam. A parte do príncipe é para mostrar que quando as coisas estiverem muito, mas muito difíceis, aparecerá do nada uma solução para o problema.
Ou será que leram, e minha inteligência desviou o sentido a achou que o príncipe era verdadeiramente um príncipe, um homem? E que o senso de segurança era casar e ser feliz para sempre?
Não acredito que eu tenha deturpado isso, conceitos tão simples que funcionou com várias crianças, teria funcionado comigo caso tivessem lido.
Mesmo assim eu já deveria ter aprendido por vivência que as coisas sempre se encaixam exatamente onde devem. Que tudo fica bagunçado e confuso, mas do nada surge "um príncipe" e resolve o problema. Não entendo porque eu não acredito verdadeiramente nisso. Por que eu não confio plenamente no nada e deixo a vida me levar?
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Quem gosta de sperar? Acredito que ninguém goste de esperar.
Esperar por alguém que está no banho. Esperar pela condução. Esperar pelo professor que atrasou. Sela pelo que for não se gosta de esperar. No entanto esperar é preciso. Acalmar-se, manter-se tranquila diante dos fatos.
Preciso aorender a esperar.
Esperar por alguém que está no banho. Esperar pela condução. Esperar pelo professor que atrasou. Sela pelo que for não se gosta de esperar. No entanto esperar é preciso. Acalmar-se, manter-se tranquila diante dos fatos.
Preciso aorender a esperar.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Muitas coisas se apresentam de diferentes formas para diferentes pessoas, mas o difícil mesmo é desvendarmos o mistério de o que é o viver. Se pararmos para pensar sem usarmos o verde véu da esperança veremos que a vida tão aplaudida e esperada por tantos nada mais é que um dia após o outro e que estamos sempre, ou quase sempre para a maioria, motivados a onseguir algo. Eu imagino a cena. Imagino uma criança presa pela cintura a um elástico tentando alcançar um sorvete de flocos com corbertura de chocolate que está a sua frente, mas um pouco distante. O sorvete brilha refletido em seus olhos. Que delícia!
Ela puxa o máximo que pode, para, recua, volta a puxar, mas o elástico não cede mais e a pobre criança está sem forças, e o delicioso sorvete derrete e esparrama pelas brodas da taça.
Há tempo?
Mas lhe dizem sempre que ela não pode desistir, que a vida nos mostra dificuldades para serem ultrapassadas e para que o objetivo tenha um gosto todo especial.
Ela luta, caem lágrimas dos seus olhos e a desiludida criança já sente dor. Não mais porque querer o sorvete tão desejado, mas pelo fracasso que se sucedeu inúmeras vezes seguidas em busca do mesmo objetivo.
Alguém se aproxima dela, tira-lhe o elástico que envolve-lhe a cintura, acalenta-a e convence-lhe que é hora de parar, que o sorvete nem era tão gostoso assim. Em sua cabeça vem a frase "mas eu queria!". Enxugam-lhe as lágrimas e mostram-lhe outros caminhos para outras coisas. Há neles alimentos nutritivos, que lhes darão força e lhe alimentará muito melhor que o sorvete, mas ela não entende. Não consegue ver o porquê.
As outras crianças podem tomar sorvete sem grandes sacrifícios e às vezes são tantos tipos e de diversas cores e sabores, mas não foi dado a ela, exatemente a ela a possibilidade de concretizar esse desejo tão simples aos olhos de outrem, mas tão inalcansável aos olhos daquela menina que luta incessantemente para parar de querer uma coisa que pode não ter importância, uma coisa que ela já viveu sem, mas que sua alma precisa para se sentir igual, para se sentir completa, para não achar que há anomalias nela.
Ela não entende.
Talvez nunca entenda o porquê disso.
Quem sabe um dia quando colocarem nela aquele elástico na cintura ela corra para o sorvete e o alcance sem mais delongas, sem mais problemas. Ela não acredita nisso, mas dizem a ela a todo instante que não é permitido desistir.
Ela sorri, lágrimas nos olhos, e segue em frente.
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Quem pode passear dentro de minha cabeça?
Quem pode dizer o que se passa e como passa?
Eu?
Não eu.
E se não eu, quem?
Quem pode dizer o que se passa e como passa?
Eu?
Não eu.
E se não eu, quem?
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Teve uma época da minha vida em que senti uma dor tão grande que me consumia. Era perene, eterna, forte. Achei que nunca fosse acabar, que nada pudesse aplacar aquilo que eu sentia... e eu vivi em função dessa dor e da busca de um remédio que a fizesse mais suportável. Como descrevê-la hoje, depois de anos que ela se foi?
Tudo no meu dia, na minha vida, nas minhas noites, girava em torno dessa dor, desse amor que me corroía. Mas mal sabia eu que aquilo é que era viver. Aquilo sim era estar atuante no mundo. Aquela era eu verdadeiramente. Eu era feliz e não sabia – você deve estar pensando, que frase brega, não é? – verdadeiramente eu era feliz e não sabia. Não tinha tempo para me dedicar a nada, porque estava chorando, estava morrendo por dentro, estava escrevendo cartas de amor, poemas de amor. E o amor vivia comigo. Eu era o amor. Eu respirava amor... Isso era ser feliz – ninguém me disse que era assim. Respirar amor, ser amor, isso era viver. Eu realmente não sabia – esqueceram de me avisar.
Acreditava, na minha inocência, que haveria dias mais “felizes”. Mas pêra aí... O que é “feliz”? ... É estar sorrindo? É sentir-se livre? É fazer o que quisermos sem lembrarmos de nada, sem nos preocuparmos com o que virá? Não. Infelizmente ser feliz não é isso.
Ser feliz é amar alguém ou alguma coisa na vida, mesmo que isso te impulsione a sofrer como louca. Se não te disseram, sofrer como louca é viver. Acredite. Quando se ama, mesmo que as horas se pareçam dias, você está ali, inteira, intensa, você é, você existe. E quando não se ama? E quando se tem apenas mágoa dentro coração? E quando você busca uma lembrança e a primeira que lhe ocorre é que você foi iludida, traída, enganada várias vezes, por várias pessoas?
Você, de repente, começa a se sentir abjeta. As coisas não existem. Natal, Reveillon, Aniversário, Festas... As comemorações não fazem sentido. As horas passam, os dias passam, tudo passa e nada acontece além disso. É como se ontem, hoje e amanhã fosse exatamente o mesmo dia e você já soubesse que não haverá nada. Nada do que se orgulhar, nada para fazer brotar um sorriso, nada para admirar-se. Nada, simplesmente nada.
Aí você descobre que o amor, mesmo não correspondido, é o que se tem de melhor a sentir. Você descobre que a ausência desse sentimento torna as coisas em preto e branco e que o preto e o branco sozinhos não tem a menor graça.
Mas é claro que você não vai se entregar assim. Claro que você vai correr, vai lutar até a exaustão. Não lhe é permitido desistir. Há tantas outras coisas no mundo. E você olha ao seu redor, olha por baixo e por cima,levanta almofadas, colchas, desorganiza toda a casa, a rua, mas tudo é preto e branco. Não há nada de diferente do dia anterior. Tudo está exatamente como estava em preto e brnaco.
Tudo no meu dia, na minha vida, nas minhas noites, girava em torno dessa dor, desse amor que me corroía. Mas mal sabia eu que aquilo é que era viver. Aquilo sim era estar atuante no mundo. Aquela era eu verdadeiramente. Eu era feliz e não sabia – você deve estar pensando, que frase brega, não é? – verdadeiramente eu era feliz e não sabia. Não tinha tempo para me dedicar a nada, porque estava chorando, estava morrendo por dentro, estava escrevendo cartas de amor, poemas de amor. E o amor vivia comigo. Eu era o amor. Eu respirava amor... Isso era ser feliz – ninguém me disse que era assim. Respirar amor, ser amor, isso era viver. Eu realmente não sabia – esqueceram de me avisar.
Acreditava, na minha inocência, que haveria dias mais “felizes”. Mas pêra aí... O que é “feliz”? ... É estar sorrindo? É sentir-se livre? É fazer o que quisermos sem lembrarmos de nada, sem nos preocuparmos com o que virá? Não. Infelizmente ser feliz não é isso.
Ser feliz é amar alguém ou alguma coisa na vida, mesmo que isso te impulsione a sofrer como louca. Se não te disseram, sofrer como louca é viver. Acredite. Quando se ama, mesmo que as horas se pareçam dias, você está ali, inteira, intensa, você é, você existe. E quando não se ama? E quando se tem apenas mágoa dentro coração? E quando você busca uma lembrança e a primeira que lhe ocorre é que você foi iludida, traída, enganada várias vezes, por várias pessoas?
Você, de repente, começa a se sentir abjeta. As coisas não existem. Natal, Reveillon, Aniversário, Festas... As comemorações não fazem sentido. As horas passam, os dias passam, tudo passa e nada acontece além disso. É como se ontem, hoje e amanhã fosse exatamente o mesmo dia e você já soubesse que não haverá nada. Nada do que se orgulhar, nada para fazer brotar um sorriso, nada para admirar-se. Nada, simplesmente nada.
Aí você descobre que o amor, mesmo não correspondido, é o que se tem de melhor a sentir. Você descobre que a ausência desse sentimento torna as coisas em preto e branco e que o preto e o branco sozinhos não tem a menor graça.
Mas é claro que você não vai se entregar assim. Claro que você vai correr, vai lutar até a exaustão. Não lhe é permitido desistir. Há tantas outras coisas no mundo. E você olha ao seu redor, olha por baixo e por cima,levanta almofadas, colchas, desorganiza toda a casa, a rua, mas tudo é preto e branco. Não há nada de diferente do dia anterior. Tudo está exatamente como estava em preto e brnaco.
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