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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Kathleen



Karine

No dia do meu aniversário, esse ano, ganhei de presente, duas novas amigas, Kathleen e Karine. Elas são as irmãs mais maravilhosas que já conheci. Se estou com elas, morro de rir, qualquer tristeza, dor ou seja que sentimento ruim que for, vai embora rapidinhos.

Se houvesse um concurso, seria difícil saber qual a mais legal, qual a melhor companhia. Amo vocês novas amigas.

Às vezes as pessoas entram em nossas vidas e nos trazem alegria, prazer em conhecê-las.

sábado, 15 de novembro de 2008


Não fazia ideia que a adolescência era uma fase tão difícil. A minha só foi difícil para mim e isso porque minha imaturidade me fazia sofrer. Eu criava paixões e decepções que, hoje eu vejo, existiram apenas na minha mente. Nunca infernizei ninguém, nunca fiz nada que pudesse magoar, decepcionar ou preocupar minha mãe. Se ela se preocupava era porque queria, mas por mim mesma, não.
Mas parece que quanto mais o tempo passa, mais essas criaturas perdem o juízo. O que poderia fazer alguém amadurecer? Existe uma receita para dar noção aos adolescentes?
Percebi que estou ficando velha e ranzinza OU que sou uma pessoa sensata, ainda não decidi o que eu percebi afinal. O fato é que não suporto imaturidade e ações que demosntrem baixaria. Mesmo quando eu não tinha nada na cabeça, eu era sensata e educada. Brincar é uma coisa, ser idiota e baixa, é outra. Certos comportamentos devem ser severamente punidos. Algumas mães acham que se brigarem, castigarem, baterem, ou seja lá o que for que façam em relação aos filhos, poderão traumatizá-los. Que nada. Traumatizada ficará você se, diante de comportamentos inadequados, não fizer nada.
Sempre recriminei algumas mães com quem eu tive contato, porque não queriam ver os erros de seus filhos, em contra partida, sempre achei que minha mãe havia sido muito exagerada comigo. Eu não podia fazer nada, não fazia até por medo de ela achar que aquela ação era algo demais e se ela achasse, podem crer, eu pagaria caro.
Certa vez, já mocinha levei uma surra por ter sido chamada por alguém que eu nem vi quem era, enquanto estávamos voltando da missa num domingo à noite. Ela achou feio que alguém, um rapazinho, gritasse meu nome na rua e por causa de uma coisa que nem fui eu que fiz, eu apanhei, levei uma surra e ela passou uma semana sem me tratar bem.
Se o erro fosse do tipo quebrar pratos, esquecer de varrer a casa, nada acontecia. Uma tarde, ela havia acabado de comprar óculos novos, eu estava sentada no colo dela, sempre tive esse costume, sempre fui muito grudenta com ela, então numa brincadeira boba de abraçá-la, virei-me de repente e os óculos voaram longe, quebraram.
"Ai meu Deus, desculpa mãe!" - com uma voz apavorada e um olhar arregalado de medo, olhei imediatamente para ela.
"Não se preocupe, essas coisas acontecem!"
Eu sei que ela ficou chateada e sei que era um prejuízo, mas não era por isso que eu iria apanhar ou ficar de castigo.
Agora, quando o negócio envolvia comportamento e atitudes, o negócio pegava. Ela levava muito a sério o modo como me portava nos lugares, fosse na sua presença ou ausência. E vocês sabem que mãe parece ter uma bola de cristal, mais cedo ou mais tarde elas descobrem tudo.
Ela dizia que uma pessoa, independente da idade que tivesse, deveria distinguir o certo e o errado e quando tivesse dúvida de determinada ação, não fizesse para não se arrepender. Dizia que nossos atos formam nossa reputação e que com reputação não se brinca. Falava isso quando acontecia alguma coisa comigo ou com outros, queria que eu aproveitasse os exemplos do mundo. Olhava sério, com austeridade e lançava o ensinamento. Eu, por minha vez, ouvia e guardava tudo, procurava seguir, não queria decepcioná-la. Mas parece que os filhos de hoje não estão nem aí para os pais, eles fazem o que lhes dá na cabeça e pronto. Ou será os pais que não ensinam aos filhos?
Se minha mãe conseguiu fazer isso, por que as outras mães não conseguem? Ela, em momento algum deixou de amar por ter me criado assim.
O problema, achem bom ou ruim, é que as mães não castigam seus filhos, não fazem nada e quando falam, esquecem no instante seguinte. O filho nem sofre. Sem sofrimento não há crescimento. A culpa dos acontecimentos de hoje é das mães que não sabem criar seus filhos, que não sabem dar limites e nem mostrar que o que vale realmente nesse sociedade é o comportamento, é o caráter. Claro que cada indivíduo tem suas características únicas e pessoais, mas dizer que a criação molda, isso molda.
E nem me venha com essa história de que os filhos de hoje são mais isso ou aquilo que os de antes, porque não cola. Sempre brinco com uma amiga que tem um filho muito danado e que ela nem exalta a voz com ele. Arregala os olhos e repete o nome dele devagar e o menino, mesmo revoltado pela contrariedade, entende que não é para fazer o que estava planejando e não faz. Pronto. Agora, sabe por que isso acontece? Porque ela impôs isso, porque ela não deve ser dessas mães que acha que por amor eles não podem sofrer nada.
Um dia ele agradecerá, como eu agradeço hoje a minha mãe. Um dia ela abrirá um imenso sorriso e verá que cumpriu sua missão de mãe.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Família dá trabalho, família briga, xinga, faz barulho. Algumas até se magoam, mas não há nada melhor que família. Casa completa com mamãe, papai, irmãos.
À mesa, pequenas discussões, disputa de quem vai falar primeiro, todos tão cheios de novidades.
"Mãe, a tia disse que eu sou uma ótima aluna."
"Mãe, vai ter torneio de natação na escola mês que vem, deixa eu participar?"
A mãe apressa-se para responder a cada um, sem escolher, sem preterir um ao outro. O pai apenas sorrir do desconcerto da mãe e pede calma aos filhos. Terminado o jantar, as coisas se tranquilizam e os dois se ajudam. Quanto mais rápido organizarem tudo, mais tempo eles passaram juntos.
Família é necessário para ser feliz. Cada uma tem suas particularidades, podem até ser daquelas zoadentas, com irmãos brigando todo tempo, pode ser daquelas em que não se diz palavra nenhuma, cada um vive seu momento, mas é uma família. Um pode dizer o que quiser do outro num dia de raiva, mas jamais aceitará que um amigo da escola ou vizinho diga alguma coisa. E se algum atrevido tiver a audácia de tentar, logo o outro irmão, mesmo que intrigado ou magoado, pulará aos gritos diante do audacioso para defender seu sangue.
Na hora de dormir é aquela algazarra.
"Mãe, ainda é cedo, deixa eu assistir ao filme?!"
"Nada disso, já pra cama" - proclama o pai com autoridade.
Todos reunidos para o almoço de comemoração do aniversário da avó, as viagens de férias, passeios à casa de parentes; ficar até tarde, quando no outro dia é feriado, jogando Banco Imobiliário, o pai e filho tentando enrolar a equipe das meninas só para no outro dia ter como fazer festa de zombaria, bradando que "os meninos ganharam tan nan nan, os meninos ganharam..."; são momentos de pureza que engrandecem e fortalecem os laços. São momentos de muita alegria. Uma alegria simples, tranquila que exala amor.
Cada um quer formar sua família, cada um sonha com pai e mãe perfeitos, sonham em ter e, principalmente, em ser, pais e mães perfeitas; com irmãos chatos que te apoiam e te socorrem a qualquer hora ao menor pedido de ajuda, mesmo que esse seja um olhar atravessado; com tios e tias que dão pitaco em sua vida, simplesmente porque te amam; com tudo que se tem direito, de bom e de ruim, contanto que você cumpra com esse desafio que é construir UMA FAMÍLIA FELIZ.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Parquinho das crianças. Quem disse que não sou uma delas?
Distribuindo beleza.

Esse laguinho aí atrás era MARA como diriam meus alunos, apesar de eu odiar esse modismo.
Competindo com a paisagem.
No fim de semana passado fui a uma excursão em Mossoró, fiquei no Hotel Thermas, belíssimo por sinal, mas, menino, pense como lá é quente. Nunca tinha sentindo um negócio daqueles.
Aí você está molhada de suor, com um calor de agoniar e resolve tomar banho. Se estiver pensando em chuveiro, esqueça. A água é quente, aliás você pode escolher a temperatura: quente ou fervendo. Melhor mesmo é tomar banho na piscina e lembre de escolher a de água fria, pois como o nome do hotel diz, lá tem várias piscinas térmicas. Pra quê, meu Deus? Numa quentura daquelas, quando faz um ventinho, ou memso friozinho, à noite é para celebrar.
Inteligente mesmo seria criar um Thermas em Guaramiranga, aí sim poderíamos nos deliciar com piscinas de 45º, mas lá? Neeeeemmmm pensar.
Odeio esse período em que a única palavra que habita meus pensamentos é "cansaço". Mas ele sempre chega, sempre se repete. Cheia de coisas a fazer e sem tempo para me dedicar a nada do que realmente gosto.
terça-feira, 11 de novembro de 2008




Será que cada pessoa que entra em nossa vida tem algo a nos oferecer? Não se sentia preparada para ter um novo amor e vivia uma fase de diversão com amigas. Saíram as três. Uma delas havia marcado um encontro por um site de relacionamento, esse era o “frison” da noite. Ela mesma aproveitava-se das emoções das outras, não queria problemas para si. Naquele momento um homem era problema.
O tiro às cegas saíra pela culatra e ele “apaixonou-se” pela amiga, justamente aquela que não podia, nem queria viver nada que envolvesse emoções.
O telefone toca. Já era tarde. Meio sonolenta, ela acorda, ainda atordoada, ainda dormindo. Não fazia muito tempo que deitara, mas o cansaço do dia ajudava a tornar o sono fácil. Atendeu com voz perdida e fraca.
“Alô!”
“Olá, desculpe o horário, mas não me contive. Estava aqui tentando dormir e pensei em você. Consigo te ver. Fecho meus olhos e te vejo como naquele dia. Linda, muito bem vestida, muito bem maquiada, sou capaz de sentir seu cheiro.”
“Bem, desculpa, mas eu já estou dormindo. Tive um dia difícil, preciso descansar. Tchau”
“Posso ligar amanhã?”
E assim aconteceu repetidas vezes. Meses passavam e quando ela menos esperava o telefone tocava. Eram mensagens de bom dia, de bom apetite, de boa noite. Uma coisa insistente e até irritante, mas o problema maior era seu coração que não estava preparado. No entanto, como tudo na vida, uma noite o papo se estendeu.
“Posso te convidar para jantar?”
“Não estou preparada para outra história, meu coração ainda não se refez.”
Nesse ponto da história é merecido que se diga que ela estava vivendo um momento ótimo: já não chorava, sentia-se, finalmente, em paz. Isso fora extremamente difícil e demorado. Mas era preciso seguir adiante e em sua cabeça perguntava-se se não era melhor deixar acontecer.
“Mas é apenas um jantar como amigos. Deixa eu ficar perto de você mais uma vez.”
“Ok. Mas olha não te prometo nada. Apenas um jantar”
Jantaram, e riram, e conversaram, e a conversa tornou-se agradável. Outras saídas aconteceram em dias seguintes. Sentia-se namorada. Era namorada novamente. A sensação era boa. Sentia-se bem.
Ela estava ali completamente entregue. Finalmente depois de tanto tempo tentando se recuperar de uma amargura sofrida, aparecia um provável novo amor. Não sabia se deveria entregar-se, mas a vida é assim, feita de fases e era necessário continuar vivendo mesmo magoada, mesmo que seu coração não se sentisse preparado para uma nova decepção.
Ele, por sua vez, parecia contente por ter sua caçada terminada com sucesso. Fazia tudo que ela queria, ligava, estava presente. Deixava que ela escolhesse os passeios, as datas, os horários. Quem não queria um namorado assim, ainda mais depois de uma decepção? Todos, não é?
Pois isso durou pouquíssimo tempo. Sem entender nada, o telefone parou de tocar, as mensagens pararam de chegar e nem atender o aparelho ele podia. Estava ocupado. Era agora um homem ocupado e diferente. O que mudou? Ela não sabia e já começava a se perguntar. Começava a temer que sua alegria durasse pouco.
Durou.
“Você é a pessoa perfeita para mim. É aquela que eu pedi a Deus. Linda, com esse seu jeito, Amanda, de ser que eu adoro, mas agora eu não posso”
E inventou algo que envolvia muitos problemas, falta de tempo. O que mudou?
O frêmito transformou-se em lágrimas.
A paz interior transformou-se em agonia.
A alegria e sensação de bem-estar transformou-se em dor.
A mágoa estava de volta. E ela se perguntava a cada instante o que aquele homem lhe trouxera. O que ele a ensinou. Qual seria o objetivo dele em sua vida? Nem todas as pessoas que passam por nossas vidas nos deixam algo. Nem todas as pessoas são especiais. Algumas são apenas pessoas e nada mais.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Hoje descobri que tenho medo da morte. Não da morte em si, ida para o céu, purgatório, essas coisas, mas medo de como vou morrer.
De manhã bem cedo vi um homem morto de atropelamento de moto, a cena não me sai da cabeça. Pensei o dia inteiro sobre isso e sobre a sensação de medo. É algo estranho: não dá para explicar o que é exatamente.
Os olhos saltam, o coração acelera, a adrenalina sobe.
Sempre pensei que não tinha medo de morrer e de repente me vejo com esse medo.