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quarta-feira, 25 de março de 2009
Deus nos dá tantas coisas - família, trabalho, amigos, pessoas, momentos, saúde e tantas outras, - mas parece que sempre achamos pouco e não conseguimos simplesmente viver, não conseguimos deixar as coisas acontecerem ao seu tempo e se não acontecerem também é porque não é hora de acontecer.
Isso parece impossível de entender e por mais que eu me diga tantas vezes, minha mente, em alguns momentos, se recusa a creditar que é assim. Simples. Forte. Assim apenas.
Teimamos com a vida, teimamos com Deus. E Ele, tão misericordioso, tem paciência conosco - assim espero - e nos consola das mais diversas formas. Esse consolo só é necessário porque teimamos em não ouvir a voz da razão, uma vozinha que fica lá no fundo do coração e nos diz a toda hora que "Tudo vai dar certo. Sossegue seu coração. Saiba esperar", mas... teimamos. Metemos os pés pelas mãos. Falamos demais. Choramos. Ligamos desesperadas para as amigas - que Deus nos deu - e dizemos como se o mundo tivesse acabado e como se Deus tivesse desistido de nós: "Não tem mais jeito. Eu não consigo. Eu não posso. Quero sumir. EStá doendo tanto. O que eu faço". Junto com essas palavras uma atitude de desaquieto, caminhamos de um lado para o outro, nosso corpo se agita, nossa mente pára. É a ausência de fé que está em você. E quando digo fé não estou defendendo aqui nenhuma religião, mas defendo Deus e ataco nossa fraqueza. Minha fraqueza.
Esse desespero característico de trsiteza, de fracassos que nós mesmos plantamos ou que nem existiram, mas que teimamos em ver, destrói nosso dia, começamos a pensar inúmeras coisas, todas coisas ruins, sentimo-nos pequenos e acada pensamento novo vamos diminuindo de tamanho, estamos em fim invisíveis. Isso é o que pensamos. Deus nos vê. Por que não nos deixamos ir. Assim simplesmente ir. Ir com o vento. Fazer o que precisamos fazer e esperar. Esperar sem angústia. Esperar na confiança de que o que havia de ser feito já foi feito.
Por que nos sentimos impotente diante do mundo? A resposta que me vem a mente é que "Não confiamos nEle".
Acredito que todas as pessoas passam por momentos assim. É preciso saber esperar e eu não sei. É preciso saber aceitar os designios do seu destino, me dói quando penso nos meus. É preciso coragem para aceitar aquilo que, mesmo lutando veementemente, não mudará, sou covarde diante da vida. Mas a única coisa que não podemos deixar de fazer é, independente do que estejamos passando, agradecer. Agradecer pelo que temos. Agradecer pelas coisas ruins que não estão perto de nós e com isso afastar todos as nuvens negras que possam se apoderar de nosso ser em momentos ruins.
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terça-feira, 24 de março de 2009
Os poetas tentam teorizar sobre alegria e tristeza, tentam expressar com palavras os sentimentos que são inexprimíveis e eu, na minha inocência e ousadia, tento entender-me, desenhar com palavras o que sinto e através dessa descrição entender melhor a complexidade do que se esconde em um coração de mulher.
Sigo regras ditadas por outros escritores, por poetas e por pessoas comuns que me cercam. Tudo isso é pouco. O lápis pára no papel e os traços do desenho não saem. Penso, olho para todos os lados, tento visualizar os ângulos mais variados desse retrato translúcido, perpassável, inexistente. Nada.
Quem sabe, mudar? Quem sabe, fotografar a realidade invisível?
Não há para onde mudar. Não há opções. Não importa a marina, o horizonte, as flores... o que eu vejo é o beco escuro e lamacento. E mesmo que minhas mãos toquem o fundo e cheguem ao concreto, a única coisa que elas conseguem trazer são lama é folhas.
Acredito que não poderei dizer mais tarde do amor que tive, posto que não era amor, nem da ilusão feliz que vivi, uma vez que o que sinto agora é tormento. E me pergunto para onde irei, cega e sem rumo, com braços esticados, mãos espalmadas e olhos arregalados procurando não sei o quê, que está não sei onde e com a angústia de não conseguir tocar em nada.
Lágrimas escorrem pela minha face, turvam a minha visão e mesmo assim continuo procurando, agora com uma visão embaçada, falhada pelo desespero e necessidade de me prender a algo. Caio em queda livre.
Onde pararei?
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Estamos separados, quase não nos vemos, mas o amor permanece. Saudade de tu, amigo vei que eu tanto amo.
Amor igual ao seu, eu nunca mais terei.
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Às vezes queremos escrever algo e passamos horas pensando em como dizer uma coisa dentro de um contexto que não pareça exagerado, que não seja pessoal, que não nos faça errar com as palavras e nada saí de nossas mentes. As palavras estão lá, mas estão agarradas a alguma coisa e teimam em não sair. Quando isso acontece precisamos de letras de outras pessoas, que mesmo não se adequando completamente, tem frases que nos ajudam a dizer o que queríamos sem nos comprometer tanto.
Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei
Que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era prá sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai
Conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem...
Mesmo com tantos motivos
Prá deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta prá casa...
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domingo, 22 de março de 2009
As coisas não têm obrigação de ser como a gente planeja. As pessoas não podem advinhar o que queremos, nem podem ser responsabiliazadas pelo que sentimos. Muitas vezes sentimos coisas que não são reais. Sentimos coisas que não nos fazem bem e como não nos fazem bem,não podem fazer bem a outros. E é tão frustrante quando precisamos de algo e não conseguimos. É tão frustrante...
Nunca aprendo quem eu sou. Ontem fui à lugar que eu não ia há muito tempo, mas que era um lugar que sempre me senti muito bem, sempre me diverti e repeti para todos que era diversão garantida. Ontem foi diferente. O lugar mudou ou eu mudei? Temo que eu tenha mudado. Temo que eu não saiba mais o que me faz bem ou quem me faz bem. Minhas escolhas podem estar equivocadas.
Olhava as pessoas e não me identificava mais com nada. Será que eu não sou mais a mesma? E quem é a mesma depois de um certo tempo? Se o tempo serve para mudar as coisas, apagá-las e torná-las mais sem graça, então estou correndo o fio certo. Mas sempre achei que o tempo melhorasse as coisas. Talvez, mais uma vez eu tenha chado errado, tem sido comum.
Talvez eu saiba exatamente o que está fora do lugar e o que mudou, mas é preciso coragem para arrumar a bagunça. É preciso decisão e segurança para bradar o que se quer. Decidir é pouco. É como falar, mas na hora da ação as coisas são bem complidas. Aparecem as dificuldades.
Será que terei que confiar no tempo, esse ser que me confunde, que não deixa claro qual sua missão?
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Veja como um texto escrito em 1600 e alguma coisa ainda é vivo e verdadeiro nos dias atuais. Pe. Antônio Vieira, escreveu sábias palavras ao falar do amor, mesmo não conhecendo de perto essa dádiva dolorosa que tanto nos dá e depois nos arranca com força e nos deixa sem nada, sem ao menos a esperança de uma mudança. E nessa falta de esperança que Vieira traz seus remédios para a cura desse "mal".
Primeiro RemédioO TempoTudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sábiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.
Segundo RemédioAusênciaMuitas enfermidades se curam só com a mudança do ar; o amor com a da terra. E o amor como a lua que, em havendo terra em meio, dai-o por eclipsado. E que terra há que não seja a terra do esquecimento, se vos passastes a outra terra? Se os mortos são tão esquecidos, havendo tão pouca terra entre eles e os vivos, que podem esperar, e que se pode esperar dos ausentes? Se quatro palmos de terra causam tais efeitos, tantas léguas que farão? Em os longes, passando de tiro de seta, não chegam lá as forças do amor. Os filósofos definiram a morte pela ausência: Mors est absentia animae a corpore. Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.
Quarto RemédioO melhorar de objetoDizem que um amor com outro se paga, e mais certo é que um amor com outro se apaga. Assim como dois contrários em grau intenso não podem estar juntos em um sujeito, assim no mesmo coração não podem caber dois amores, porque o amor que não é intenso não é amor. Ora, grande coisa deve de ser o amor, pois, sendo assim, que não bastam a encher um coração mil mundos, não cabem em um coração dois amores. Daqui vem que, se acaso se encontram e pleiteiam sobre o lugar, sempre fica a vitória pelo melhor objeto. É o amor entre os afetos como a luz entre as qualidades. Comumente se diz que o maior contrário da luz são as trevas, e não é assim. O maior contrário de uma luz é outra luz maior. As estrelas no meio das trevas luzem e resplandecem mais, mas em aparecendo o sol, que é luz maior, desaparecem as estrelas. Em aparecendo o maior e melhor objeto, logo se desamou o menor.
Amor Sem RemédioSe quando se rendem ao mesmo amor todos os contrários, será justo que lhe resistam os seus, e se na hora em que morre de amor sem remédio o mesmo amante, será bem que lhe faltem os corações daqueles por quem morre? Amemos a quem tanto nos amou, e não haja contrário tão poderoso que nos vença, para que não perseveremos em seu amor.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Odeio admitir que existe TPM. Sempre denfendi que a gente só sente aquilo que se permite sentir, mas é incrível como a tal TPM existe e pega pesado. Meus hormônios devem estar loucos, porque minhas emoções andam a flor da pele. Muita coisa junta. Normalmente eu já sou atrapalhada com as tais emoções e nesse período então a coisa muda e pra pior.
Espero que todos tenham paciência com as mulherem na TPM. E haja paciência. Quando até eu que sinto isso perco a calma e me revolto, imagina os homens que jamais saberão que loucura é essa de você gritar, chorar, sentir-se insegura, querer uma coisa e no instante seguinte querer exatamente o contrário, enfim... coisas adversas que atrapalham o andamento de outras coisas que poderiam estar fluindo muito bem.
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