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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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quinta-feira, 25 de março de 2010
Você deu novo ânimo a minha vida. E o mais engraçado é que você não é um grande amor. É apenas um alguém como outro qualquer que até hoje não tem nada de excepcional, mas que me deu alma nova, ânimo como eu disse, e me fez acreditar no tempo das coisas. Não é legal quando estamos passando por seja lá o que for e vem alguém pedindo que deixemos o tempo resolver. Sinceramente eu fico com raiva e logo penso "Que tempo que nada. Minha dor é agora e quero resolvê-la agora". Mas é mal do ser humano querer tudo naquele exato momento.
Parece-me hoje que realmente o Tempo tem coisas reservadas para nós, nem que sejam coisas que provem que o senso comum acertou e que o Tempo resolve sua vida.
Dê tempo para você, procure se entender, observar o passado, não para se lastimar, mas para entendê-lo, para analisar onde você errou, por que você errou e claro aprender como deve proceder de agora em diante.
A frase é velha, mas infelizmente (para os impacientes como eu) é verídica.


Acredito que quando escolhemos nossa profissão não sabemos direito o que realmente queremos ser. É muito cedo e nos deixamos enganar pela vontade de gritar PASSEIIII num vestibular, pela pressão - que não é pouca - e principalmente pela necesidade de status que ganhamos ao passar. A mãe fica mais maleável (também depois de um orgulho desses, quem não ficaria), o pai começa a nos olhar como gente e os vizinhos, esses nem se fala, passam a nos respeitar. Então é inegável a necessidade de estar naquela lista de aprovados seja lá de qual faculdade pública for.
Fui abençoada ao escolher a minha profissão, ela me permite nunca deixar de SER ALUNA. Quem é, não sabe disso, mas não existe na vida fase mais maravilhosa que essa de SER ALUNA. Pena que não consegamos valorizar o que temos, pena que não somos maduros o suficiente para ter a dimensão de quanto é mágico esse mundo.
Já pensou um mundo onde temos amigos todos os dias que estão ao nosso redor, professores que se esforçam para ser engraçados ou os melhores, ou os mais disciplinados e que nos dão o que falar a todo instante? Já pensou ter situações ímpares que acontecem em sala para rimos de quanta bobagem aparecer e para ficar melhor ainda sermos vistos como o futuro promissor, aqueles que serão muita coisa?
Nos é dada a chance de sonhar com coisas grandiosas, pessoas que não imaginamos nos tem um carinho verdadeiro (professores são seres abobalhados mesmo, se apegam a quem geralmente não os dá valor). Podemos chegar tristes, que teremos sempre alguém para nos dizer "não fique assim" e nos dar um abraço forte que traz mais tristeza ainda porque encontramos apoio; podemos chegar alegres e loucos, gritanto ou pulando que todos rirão de nós e falaram "essa é louca"; podemos TUDO.
Fico feliz de ter amadurecido e ter tido a chance que muitos têm, mas que poucos aproveitam, a chance de deixar meu espírito sempre de aluna, um espírito jovem, que teima - apesar das dificuldades e impedimentos - em ser criança, em ser FELIZ. Não há idade para ser feliz. Não há idade para ser HUMANA e entender fases e ajudar pessoas. SOU ALUNA e agradeço por ter essa "segunda" chance.
quarta-feira, 24 de março de 2010
É difícil ser FELIZ, mas estou conseguindo.
E a culpa é toda SUA.
domingo, 3 de janeiro de 2010


Enfim Ano Novo.
Nesse período nos sentimos renovados, animados, com coragem de enfrentar o mundo, com a certeza de uma segunda chance, de começar de novo... isso é perfeito para todo ser humano.
Deus nos presenteou com uma noite que faz com que todas as pessoas se sintam renovadas, zeradas para enfrentar a vida e suas adversidades.
É com muita fé e esperança que inicio esse ano, que será MARAVILHOSO, que terei mais conquistas e que aprenderei com meus erros e decepções.
Um ano muito bom para todos.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Fortaleza, 27 de dezembro de 2009

Querida ex-amiga,

Não sei o que me leva a escrever para você. Na verdade eu não deveria, mas esse clima de fim de ano, de Natal, nascimento de Jesus, acaba despertando em mim todos os sentimentos e emoções que já me são característicos. Estive pensando em muitas coisas relacionadas a você.
Primeiro fiquei lembrando de nossa amizade, como começou, como se fortaleceu, como progrediu. Tentei não lembrar de como ela acabou, mas existem coisas que são inevitáveis.
Éramos amigas mesmo (eu acho), cheguei a pensar que eu tinha encontrado outro tesouro, mas tudo se foi. Lembrei de nossas risadas, de planos, de como você e eu estávamos sempre juntas. Parecia sem defeito. Parecia uma amizade verdadeira. O que eu não sabia era que era unilateral.
Pegamos as mesmas manias. Até hoje acho que falamos parecido, mas e daí que importância isso teve no final de tudo?
Lembrei de como ela começou a acabar, de como eu previ algo e de como eu tentei fazer algo para que não acontecesse o que aconteceu. Achei que avisando, achei que se você me conhecesse e confiasse em mim, que se você não sentisse ciumes, não quisesse competir as coisas dariam certo e nesse caso eu me sentia responsável em ser mais madura, mesmo achando que éramos iguais. Nada adiantou.
Nem aviso...
Nem promessa...
Como eu disse no início dessa carta, empelida do espírito natalino, senti sua falta. Senti falta da amiga que ria comigo, que me animava, que me ouvia. No mesmo intante veio a realidade e vi mais uma vez que tudo era meio sonho, meio vontade minha de ter mais uma amiga, sabe? Não era assim como eu descrevo agora. Afinal se fosse as coisas não teriam caminhado por onde caminharam.
Por que eu, que fui a magoada, ainda lembro de você? Por ser sonhadora? Talvez. Por ser burra? Carente? É deve ser isso. Carência sempre responde todas as minhas ilusões e decepções.
Você nem lembra que eu existo. Ao contrário de mim, você deve não perder nem um minuto de seu tempo falando na amiga que perdeu, como você mesma disse "os ventos lhe trouxeram novas coisas para amar" e eu não faço parte de sua vida, sou uma página virada, assim simplesmente como um livro que acabamos de ler. Com o tempo nem lembramos os detalhes da história. Você já esqueceu. Já está em outras histórias e não perde seu tempo comparando, não perde seu tempo vendo onde você se daria melhor.
Fico triste comigo por sentir falta daquela amizade que tínhamos.
Fico triste com você por não sentir minha falta.
Quanto bobagem, não é mesmo? Mais uma vez é unilateral. E se é assim não vale a pena.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Chegamos ao fim do ano. Parece que foi ontem que eu estava terminando o ano 2008 (maravilhoso por sinal), esperando milhares de coisas de 2009, querendo muito desse ano que já se finda e que infelizmente não me ofereceu nada do que eu esperei. Talvez eu tenha falhado em não fazer projetos com edital e objetivo e metas a serem seguidas; talvez o ano, por si só, trouxesse consigo nada de bom para mim.
Não sei ao certo o que foi esse ano. Não sei se ele foi pai, mãe, padrasto ou pior, madrasta. Mas ele me ensinou algumas coisas e daquele jeito que só quem passou sabe. Com algumas brutalidades, com umas chicotadas a mais que o necessário.
Também não posso dizer que o ano foi péssimo. Péssimo, não foi, mas, sei lá. O ano não foi nada do que eu esperei. Os meses foram passando e no início eu pensei "é só o início, as coisas vão melhorar".
Janeiro, fevereiro, amigas distantes, março, abril, emoções juvenis, erros adolescentes, 'vida' de volta, maio, junho, promessa de melhoras, férias, julho, nada.
Achei que de agosto em diante a coisa ia pra frente. Agosto, setembro, outubro, nada de novo, parecia que eu andava em círculos, novembro, dezembro e as coisas estão exatamente onde estavam há um ano. Claro que devo ter aprendido algo. Será possível, né?
Agora estou eu aqui, mais uma vez, ESPERANDO pelo próximo ano e depositando nele toda a esperança, confesso que uma esperança bem maior que depositei em 2009.
Prometo a mim mesma que dessa vez farei planos por escrito e que colocarei tudo que um plano precisa: objetivos, metas, passos para alcançá-lo, enfim... dessa vez não vou errar, dessa vez não vou deixar o ano passar e brincar comigo como se eu fosse nada.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Às vezes a impressão que tenho é que não há mais saídas...
As portas estão fechadas.
Eu olho por todos os lados, mudo de lugar.
Medo.
Esperança.
Nada!
Não tem jeito, são mundos diversos com universalismos pesarosos.
Não há saída.
Não há vida sem dores,
sem falsidades,
sem hipocrisia.
Corro pelo lado contrário.
Paro.
Olho.
Não há saída mais uma vez
Fico esperança esperançosa, boba, cretina...
Num mundo de aparências.
Erro.
Refaço.
Caminho perdido,
Reencontro em mim a solidão, amiga verdadeira.
Não há saída.
Não importa por onde eu vá.
As portas estão fechadas,
as luzes apagadas.
Não há saída, simplesmente.