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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Teve um dia em minha vida, eu ainda era uma adolescente, que foi muito especial. Era meu aniversário, acho que de 13 ou 14 anos. Nessa época eu amava um garoto de minha sala. Ele era lindo, lindo mesmo. Daqueles que todas na escola queriam e claro que eu me achava por ter "namorado" com ele. Digo namorado assim com aspas, porque num foi um namoro, foi mais um fica (na minha época já tinha fica rsrs). Mas enfim... eu estava na calçada de minha casa com um olhar fixo para esquina. Esperava por ele, esperava que ele apontasse na esquina para me ver e dizer "Feliz aniversário".
Deixa eu contar a história do início.
Estávamos na sétima série e haveria a inauguração de uma pracinha em frente a nossa escola. Marcamos de nos encontrar na tal inauguração e lá ficamos. Acredita que eu lembro até da nossa roupa. Era encanto juvenil, encanto necessário nessa fase de nossa vida. No outro dia na escola foi tão legal, todo mundo olhando para mim, as meninas morrendo de inveja e eu toda cheia, de mãos dadas com ele. No recreio então, nem se fala... foi meu dia de glória.
Mas a inveja dá ao ego o alimento e tira da vida a alegria. Uma das meninas invejosas que tanto citei inventou uma história para ele, claro que ela se certificou de que os fatos batessem com a história dela e ele acreditou que eu tivesse lhe traído. Magina se uma coisa dessas seria possível, passei um ano depois disso sem ficar com ninguém esperando que ele voltasse. Ele claro ficou com repulsa a mim e nem me cumprimentava na escola.
E nesse dia do meu aniversário eu sonhava com o "perdão" dele, seria meu principal presente. Às nove da noite eu desisti, triste como se aquilo valesse minha vida, como se não houvesse o que comemorar. Por um tempo eu realmente vivi como se nada valesse a pena.
O que quero dizer com tudo isso é que as coisas parecem mais intensas do que elas realmente são. Quando estamos vivendo uma fase, seja ela qual for, boa ou ruim, achamos que ela é a melhor ou a pior, que nunca vai acabar e que se acabar, morreremos, ficaremos sem chão. Mas não é assim. O tempo passa, as coisas mudam, os sentimentos se readaptam nos lugares certos e de repente nos damos conta que TUDO é importante. Que cada coisa vivida é a mais importante de nossas vidas.
Quero aprender a me adaptar mais rápido com as coisas boas e ruins. Quero acreditar nas coisas que me acontecem, acreditar nas pessoas que me rodeiam e principalmente em mim mesma. Quero dar o exato valor aos acontecimentos, nem mais, nem menos. Quero aprender que o tempo passa e passa rápido demais para nos preocuparmos com coisas poucas, quero enfim saber aproveitar a vida dojeito que ela é, com erros e acertos, com despedidas e chegadas, com lágrimas e sorrisos.
sexta-feira, 28 de maio de 2010


E de quem é a culpa? Não sei. Mas alguém a tem.
Onde está esse alguém? Não sei, mas está em algum lugar.
É assim que me sinto nesse período final de aulas: perdida no tempo e procurando alguém para culpar.
Meus alunos desfrutaram hoje de uma professora aà beira de um ataque de nervos.
Quando se conta os dias e se percebe que está acabando lhe vem duas coisas a mente: uma boa e outra ruim. Elas se anulam?
Uma é que está chegando as tão sonhadas férias, e nelas podemos até não fazer nada, mas só em poder dormir, ir à praia no meio da semana, não ter hora para largar o computador, estar livre para ir e vir sem pressa, já é muito bom. A outra é que antes desse sonho todo ainsda temos milhares de provas para elaborar, corrigir ou no caso dos alunos fazer.
É muito aperreio, mas claro que tudo vai dar certo. O ruim é o meio tempo até o fim.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Você deu novo ânimo a minha vida. E o mais engraçado é que você não é um grande amor. É apenas um alguém como outro qualquer que até hoje não tem nada de excepcional, mas que me deu alma nova, ânimo como eu disse, e me fez acreditar no tempo das coisas. Não é legal quando estamos passando por seja lá o que for e vem alguém pedindo que deixemos o tempo resolver. Sinceramente eu fico com raiva e logo penso "Que tempo que nada. Minha dor é agora e quero resolvê-la agora". Mas é mal do ser humano querer tudo naquele exato momento.
Parece-me hoje que realmente o Tempo tem coisas reservadas para nós, nem que sejam coisas que provem que o senso comum acertou e que o Tempo resolve sua vida.
Dê tempo para você, procure se entender, observar o passado, não para se lastimar, mas para entendê-lo, para analisar onde você errou, por que você errou e claro aprender como deve proceder de agora em diante.
A frase é velha, mas infelizmente (para os impacientes como eu) é verídica.


Acredito que quando escolhemos nossa profissão não sabemos direito o que realmente queremos ser. É muito cedo e nos deixamos enganar pela vontade de gritar PASSEIIII num vestibular, pela pressão - que não é pouca - e principalmente pela necesidade de status que ganhamos ao passar. A mãe fica mais maleável (também depois de um orgulho desses, quem não ficaria), o pai começa a nos olhar como gente e os vizinhos, esses nem se fala, passam a nos respeitar. Então é inegável a necessidade de estar naquela lista de aprovados seja lá de qual faculdade pública for.
Fui abençoada ao escolher a minha profissão, ela me permite nunca deixar de SER ALUNA. Quem é, não sabe disso, mas não existe na vida fase mais maravilhosa que essa de SER ALUNA. Pena que não consegamos valorizar o que temos, pena que não somos maduros o suficiente para ter a dimensão de quanto é mágico esse mundo.
Já pensou um mundo onde temos amigos todos os dias que estão ao nosso redor, professores que se esforçam para ser engraçados ou os melhores, ou os mais disciplinados e que nos dão o que falar a todo instante? Já pensou ter situações ímpares que acontecem em sala para rimos de quanta bobagem aparecer e para ficar melhor ainda sermos vistos como o futuro promissor, aqueles que serão muita coisa?
Nos é dada a chance de sonhar com coisas grandiosas, pessoas que não imaginamos nos tem um carinho verdadeiro (professores são seres abobalhados mesmo, se apegam a quem geralmente não os dá valor). Podemos chegar tristes, que teremos sempre alguém para nos dizer "não fique assim" e nos dar um abraço forte que traz mais tristeza ainda porque encontramos apoio; podemos chegar alegres e loucos, gritanto ou pulando que todos rirão de nós e falaram "essa é louca"; podemos TUDO.
Fico feliz de ter amadurecido e ter tido a chance que muitos têm, mas que poucos aproveitam, a chance de deixar meu espírito sempre de aluna, um espírito jovem, que teima - apesar das dificuldades e impedimentos - em ser criança, em ser FELIZ. Não há idade para ser feliz. Não há idade para ser HUMANA e entender fases e ajudar pessoas. SOU ALUNA e agradeço por ter essa "segunda" chance.
quarta-feira, 24 de março de 2010
É difícil ser FELIZ, mas estou conseguindo.
E a culpa é toda SUA.
domingo, 3 de janeiro de 2010


Enfim Ano Novo.
Nesse período nos sentimos renovados, animados, com coragem de enfrentar o mundo, com a certeza de uma segunda chance, de começar de novo... isso é perfeito para todo ser humano.
Deus nos presenteou com uma noite que faz com que todas as pessoas se sintam renovadas, zeradas para enfrentar a vida e suas adversidades.
É com muita fé e esperança que inicio esse ano, que será MARAVILHOSO, que terei mais conquistas e que aprenderei com meus erros e decepções.
Um ano muito bom para todos.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Fortaleza, 27 de dezembro de 2009

Querida ex-amiga,

Não sei o que me leva a escrever para você. Na verdade eu não deveria, mas esse clima de fim de ano, de Natal, nascimento de Jesus, acaba despertando em mim todos os sentimentos e emoções que já me são característicos. Estive pensando em muitas coisas relacionadas a você.
Primeiro fiquei lembrando de nossa amizade, como começou, como se fortaleceu, como progrediu. Tentei não lembrar de como ela acabou, mas existem coisas que são inevitáveis.
Éramos amigas mesmo (eu acho), cheguei a pensar que eu tinha encontrado outro tesouro, mas tudo se foi. Lembrei de nossas risadas, de planos, de como você e eu estávamos sempre juntas. Parecia sem defeito. Parecia uma amizade verdadeira. O que eu não sabia era que era unilateral.
Pegamos as mesmas manias. Até hoje acho que falamos parecido, mas e daí que importância isso teve no final de tudo?
Lembrei de como ela começou a acabar, de como eu previ algo e de como eu tentei fazer algo para que não acontecesse o que aconteceu. Achei que avisando, achei que se você me conhecesse e confiasse em mim, que se você não sentisse ciumes, não quisesse competir as coisas dariam certo e nesse caso eu me sentia responsável em ser mais madura, mesmo achando que éramos iguais. Nada adiantou.
Nem aviso...
Nem promessa...
Como eu disse no início dessa carta, empelida do espírito natalino, senti sua falta. Senti falta da amiga que ria comigo, que me animava, que me ouvia. No mesmo intante veio a realidade e vi mais uma vez que tudo era meio sonho, meio vontade minha de ter mais uma amiga, sabe? Não era assim como eu descrevo agora. Afinal se fosse as coisas não teriam caminhado por onde caminharam.
Por que eu, que fui a magoada, ainda lembro de você? Por ser sonhadora? Talvez. Por ser burra? Carente? É deve ser isso. Carência sempre responde todas as minhas ilusões e decepções.
Você nem lembra que eu existo. Ao contrário de mim, você deve não perder nem um minuto de seu tempo falando na amiga que perdeu, como você mesma disse "os ventos lhe trouxeram novas coisas para amar" e eu não faço parte de sua vida, sou uma página virada, assim simplesmente como um livro que acabamos de ler. Com o tempo nem lembramos os detalhes da história. Você já esqueceu. Já está em outras histórias e não perde seu tempo comparando, não perde seu tempo vendo onde você se daria melhor.
Fico triste comigo por sentir falta daquela amizade que tínhamos.
Fico triste com você por não sentir minha falta.
Quanto bobagem, não é mesmo? Mais uma vez é unilateral. E se é assim não vale a pena.