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Razão e sentimento

Razão e sentimento
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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009


Era meio dia, voltavam do almoço e ficariam ali até umas dezoito horas da noite mais ou menos, precisavam treinar bastante, apesar do cansaço a prova estava perto de acontecer e todos os treinos eram poucos para quem precisava se sair excelentemente bem no domingo. Era comum ficarem juntos as tardes. Ela usava isso como desculpa e aparecia no colégio mesmo não sendo para estar ali. Ele estaria lá certamente e sempre a recebia com um sorriso, quando não corria ao seu encontro de braços abertos e a acolhia em seus braços carinhosamente.
“Oi Issa!” – a chamava assim, Issa, um apelido carinhoso que pertencia só a ele.
Ela abria seu melhor sorriso, seus olhos brilhavam e a resposta saía imediata e afetuosa.
“Oi, Renato!”
Quase não ficavam sós completamente, os outros corriam para falar com ela, cumprimentá-la, perguntar algumas coisas. Era querida por muitos e aproveitava-se daquele clima para curar seu ego ferido por outros percalços da vida. Eram os melhores momentos de seu dia. Quem precisaria de mais: carinho, olhares, amizade, amor. Estava completa e por isso procurava a companhia desses amigos.
Fizeram círculos de estudo e todos já sabiam que os lugares de Renato e Clarissa eram um ao lado do outro. Nem tentavam sentar nesses lugares, sabiam que seriam expulsos Dalí, era normal, era natural. Os dois eram muito colados mesmo. Era uma “amizade” até invejada por alguns e admirada por outros. Ruídos de vozes começavam na ânsia de tirarem as dúvidas e naquele burburio Renato e Clarissa olhavam-se encantados.
“tenho uma música pra você.”
“Uma música?”
“É, será a nossa música. Escuta.” – e ofereceu o celular para que ela pudesse ouvir sem que os outros percebessem que era uma música de amor. Era uma daquelas músicas populares de uma cantora nova com participação especial de um homem que falava de um amor difícil de se realizar, mas que era verdadeiro.




Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre...
A culpa não foi sua, os caminhos não são tão simples,
mas eu vou seguir.
Viajo em pensamento numa estrada de ilusão que eu
procuro dentro do meu coração.
Toda vez que eu fecho os olhos é pra te encontrar.
A distância entre nós não pode separar o que sinto por
você não vai passar.
Um minuto é muito pouco pra poder falar. A distância
entre nós não pode separar, no final eu sei que vai
voltar.
Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre. A vida
continua, os caminhos não são tão simples, temos que
seguir... viajo em pensamento, numa estrada de ilusão que eu
procuro dentro do meu coração.
Toda vez que eu fecho os
olhos é pra te encontrar, a distância entre nós não
pode separar o que sinto por você não vai passar
Um minuto é muito pouco pra poder falar, a distância
entre nós não pode separar
No final... eu sei que
No meu coração, aonde quer que eu vá, sempre levarei o
teu sorriso em meu olhar
Toda vez que eu fecho os olhos é pra te encontrar a
distância entre nós não pode separar o que sinto por
você não vai passar
Um minuto é muito pouco pra poder falar a distância
entre nós não pode separar
No final eu sei que vai voltar
Eu sei que vai voltar



Ela ouvia a canção tentando prestar o máximo de atenção na letra, não conhecia aquela música e ao ouvi-la era como se o próprio Renato estivesse falando.
Ele esperava ansioso pela reação dela. Seus olhos meigos e brilhantes olhavam-na para não perder nem um detalhe de suas feições ao ouvir a música. Ela repetiu a canção para gravar as partes mais bonitas e que se encaixavam melhor na situação. O que fez com ele tivesse a certeza que ela havia gostado.
Era uma música de despedida. Estava realmente perto deles se afastarem e a letra estava certa quando dizia que a culpa não era de nenhum dos dois, apenas a vida afastava-os e eles precisariam resignar-se aquele destino. Resignavam-se, de certa forma felizes, não por estarem separados, mas por poderem finalmente passar a uma nova fase de suas vidas.
“É linda!”
“Gostou? Achei a nossa cara. Será a nossa música.”
Como era bom o amor puro, amor adolescente, despreocupado das impossibilidades e imperfeições existentes. Amor entregue que não queria saber dos ‘nãos’.
No círculo de estudos surgiam as perguntas e voltaram a concentra-se, ainda teriam mais momentos como aquele. Não desligados totalmente, seus olhos de encontravam esporadicamente e essa troca de olhares dava-lhes uma sensação de segurança. Estavam um com o outro, apesar de nunca terem se beijado.

1 comentários:

Patty disse...

Tu disse que não ia mais escrever sobre a história deles...