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Razão e sentimento

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Uma menina-mulher sonharadora convicta, pore´m de uma racionalidade necessária.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

MAYRA


     Tinha sido um dia difícil par Mayra. Depois de uma manhã inteira de aulas e uma tarde estafante de estudos, tudo que Mayra queria era descansar a mente, não pensar em nada para não misturar tudo que ouvira ou que tentara ouvir na aula. Força + A(azão)a(azinho) + Oração Subordinada num sei de quê... Eram tantas coisas juntas... sem contar a tal redação que teria de escrever. Escrever... como é que se consegue escrever sobre a problemática da Copa no Brasil quando se estar pensando em amor? Alguém pode me responde?!.
     Arthur havia sumido. Será que se chateou por eu ter desejado felicidades? Ah, mas isso seria bom demais porque se se chateou é porque estava preocupado em me impressionar. Para tudo, Mayra. Era necessário parar aquele pensamento insistente sobre Arthur e os supostos sentimentos dele. Quando foi mesmo que eu me apaixonei? Mayra lutava com seus pensamentos e lembranças.
      Naquele dia na aula sentamos juntinhos para fazer a tarefa e lá passamos o resto do dia. Poxa como eu fiquei feliz. Ele ali ao meu lado e eu sentindo o calor de seu corpo. Era pouco eu sei, mas para mim era o bastante.



     Pior agora que fico abrindo loucamente minha caixa de email e nada de notícias. Bem que eu poderia enviar um email assim:

Oi Arthur, saudade de você. Quando vamos nos encontrar para bater um papo e matar as saudades?

      Que ousado! Ela jamais se atreveria. Mayra era daquelas meninas educadas e que concordava que a iniciativa deve partir do homem, nunca das mulheres. O jeito era esperar por uma oportunidade. O aniversário da Tifany estava próximo e certamente Arthur, como melhor amigo de Dário - namorado de Tifany, tinha sido convidado.
      Releu o poema que escreveu na aula de Física. Foi causa desse poema que Mayra não tinha a menor ideia do era pêndulo e o que isso tinha a ver com aquela infinidade de fórmulas que Física traz.

Queria saber o que eu sinto agora.
Se é torpor, dor, calmaria, estranheza ou choque.
Se me falta o chão ou o ar...
Se quero ir ou ficar.
Queria saber o que sou agora.
Se uma só pessoa ou uma pessoa só.
Queria falar... Calo.
Queria ir... Fico.
Queria gritar... murmuro.
Queria você... não tenho.
{...}
Quem eu sou agora?
O que sinto hoje?
Como vou, se não ando?
Como digo, se não falo?
Calo...
Paro...
Fico...
Me perdi em mim mesma esperando você.

5 comentários:

Yuri Freitas disse...

Primiro a comentar, há! :3 Muito massa tiiia :D

Myrella Dias disse...

Tiaaa muito lindooo, ameeei!

Leticia Vasconcelos disse...

Tia que poema é esse? Tô apaixonada *-*

Anônimo disse...

Perfeitooooooo *---*

Mariana Dias disse...

que poema lindo ♥ amei